Como aproveitar cada fase do ciclo menstrual

Que havia aqueles momentos do mês em que, a disposição, a concentração e a produtividade pareciam fugir de mim com a chegada da famosa TPM, eu já sabia. Mas o que eu ainda não sabia, é que esse momento – em que era preciso ir mais devagar – também era ótimo para organizar e avaliar metas.

Assim que a menstruação chegava, eu sabia que a energia iria voltar aos poucos, só não tinha noção que era um momento excelente para fazer planejamentos, parece que eu via com mais clareza coisas que, antes, podiam passar despercebidas.

Eu também não sabia que, depois desse momento – quando a menstruação ia embora – era um excelente momento para escrever, encontrar soluções e achar saídas. As ideias pipocavam.

E de repente lá estava eu de volta com tudo, com muita energia, trabalhando, escrevendo, executando as tarefas com disposição. No trabalho e em casa, sentia como que ligada na tomada. Momento ótimo para fechar parcerias, fazer reuniões, networking, gravar materiais em vídeo e áudio.

É isso, a gente sempre ouviu e sentiu a TPM como um momento difícil para trabalhar e fazer uma série de outras coisas e de fato, o corpo sente mais, mas isso não quer dizer que esse momento também não tenha suas peculiaridades e suas vantagens. Assim como todas as outras três fases do nosso ciclo, que aliás, se divide em quatro e não apenas em duas fases, como a maioria acredita.

Isso ficou muito confuso pra mim durante uma boa parte da minha vida, afinal, eu usava anticoncepcional e não sentia nenhuma dessas mudanças aí de cima, nem as ruins, muito menos as boas.

Depois que parei com o remédio e vi a loucura que estava se tornando meu dia a dia por não entender direito o que estava havendo, comecei a pesquisar e a anotar – todos os dias no diário – um pouco do meu humor, emoção e comportamento, fazia cálculos em relação ao meu ciclo e foi incrível como um padrão foi se revelando.

Haviam os momentos em que me sentia mais alerta, produtiva. Outros mais distraída e calada. Observei uma fase em que planejava com mais facilidade, já outro era ótimo para executar tarefas, me sentia ativa. Haviam épocas em que o descanso precisava ser a prioridade. Outras eu ficava mais animada, falante, queria sair e estar mais com as pessoas.

Ia testando as coisas e anotando o que dava ou não certo para lidar com os momentos mais delicados. Um chá, uma massagem, uma comida, uma ação de autocuidado.

E também como eu podia aproveitar melhor os momentos em que a energia e a disposição estavam lá no alto.

Com o tempo tudo foi ficando mais claro. Entender em que fase eu estou e o que eu preciso mais naquele momento, deixa tudo mais leve. De quebra, consigo adequar (na medida do possível, claro) as coisas de acordo com a potencialidade de cada momento e faz muita diferença.

Se eu sei que estou em um momento de baixa energia e mais introspecção evito tomar decisões, por exemplo, sei que não é o melhor momento pra isso, mas sempre que possível, uso esse tempo para investir em planejar e avaliar metas, encontrar soluções para problemas mais difíceis, como mencionei ali em cima.

Quando estou mais disposta, tento reunir, sempre que dá, claro, a maior parte das reuniões, a produção de conteúdo, fechamento de contratos e por aí vai.

Entender meu momento e aproveitar o que ele tem de melhor é muito mais eficiente e inteligente. No todo, você verá sua produtividade dar um salto. Em resumo, é concentrar o que faz de melhor na melhor fase para fazer. E claro que tudo isso na medida do possível, com aquela dose de bom senso e autocuidado.

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