Para inspirar

Trilhando a parte que falta

Quando um vírus nos obrigou a olhar pra dentro de nós e de nossos lares, pode ser que a grande maioria de nós tenha levado um grande susto. Na correria de todos os nossos compromissos externos, não era incomum não olharmos para o que acontecia ao nosso lado.

A gente se sentiu impotente, afinal, para quem não está na linha de frente, nossa melhor maneira de ajudar é justamente ficar em casa, se mover menos, “parar” e isso muitas vezes passa a sensação de que não estamos fazendo muito ou que simplesmente poderíamos estar fazendo mais.
Mas como assim poderíamos estar fazendo mais, não é!? Isso não foi nos tirado!

Não nos foi proibido olhar para nossos companheiros e companheiras com mais amor e empatia, conversar, olhar no olho, sentir na pele o que o outro passa, vive e sente. De enfrentar aqueles problemas que foram empurrados para debaixo do tapete de uma vez por todas.

Não nos foi tirada a oportunidade de estar mais perto dos filhos, de aproveitar ao máximo esse tempo juntos, como muitas vezes, desejamos.

Também não nos foi impedido olhar para dentro de nós, limpar a poeira, vasculhar as gavetas, entender os sentimentos, definir as prioridades e o que é essencial. Nos tratar com carinho, procurar meios de aliviar o medo, a tensão e a ansiedade.

Podemos também ser melhores vizinhos a partir de agora (se já não éramos) e mesmo depois que tudo acabar. Uma oportunidade para conhecer melhor, mesmo que pela janela ou pela distância da porta, quem mora do nosso lado.

Não fomos impedidos de manter contato com nossos amigos e a família que não podemos interagir fisicamente.

Podemos e devemos claro, ajudar e participar das inúmeras iniciativas para apoiar tanto quem está na linha de frente quanto pessoas que precisam dos itens básicos para sua própria sobrevivência, de inúmeras formas, inclusive sem sair de casa.

Principalmente, não fomos proibidos de elevarmos um pensamento de paz, de cura, uma prece, uma oração, uma canção… qualquer coisa que vibre positivamente. Estamos precisando e não custa nada.

E assim, quando tudo isso passar e o mundo recuperar seu ritmo, quem sabe todas essas pequenas coisas que estamos olhando com mais amor e atenção deixem de passar despercebidas.

Quem sabe a gente deixe de negligenciar quem e o que importa.

E que, quem sabe a gente aprenda de uma vez por todas o impacto que nossas mudanças pessoais podem ter no mundo e não seja preciso uma nova pandemia para nos relembrar isso.  

Veja também

Sem Comentários

Deixe um comentário