Maternidade e Família

Tipos de sling e nossa experiência pessoal

Antes de engravidar da minha primeira filha há 7 anos, eu era meio por fora do que acontecia no mundo materno/infantil. Acho isso super engraçado, é como se a gente entrasse num mundo novo. Então, na hora de montar o enxoval, ficamos bem perdidos.

Se basear em listas genéricas não é uma boa coisa, então compramos muita coisa inútil, gastamos dinheiro com coisas sem necessidade, e no quesito carregador de bebê, adivinha o que eu comprei?? Sim, um canguru nada ergonômico (nem pro bebê e nem pra gente) em que ela ficava pendurada de frente para o mundo, não preciso falar que desistimos de usar logo na segunda vez.

Já na segunda gestação, depois de 5 anos mergulhada nesse mundo (maravilhoso, diga-se de passagem) muita coisa mudou. Quando eu engravidei da Isadora e fomos fazer a lista de coisas que precisávamos comprar e não tinha metade das coisas que da primeira. Fomos logo vendo o que era de fato útil e fomos colocando estritamente o necessário.

Eu também passei a participar de grupos de mães na internet e foi aí que conheci os famosos slings ou carregadores de bebê de pano, como também são conhecidos. O primeiro modelo que tive contato foi o wrap sling e pensei que nunca fosse capaz de amarrá-lo em mim. Mas tudo é questão de confiança e prática mesmo.

Wrap-sling

Pedi um Wrap, esse da foto de cima, que chegou, comigo ainda grávida e treinamos muito na frente do espelho com boneca, ursinho e fomos pegando prática.

Logo a Isadora chegou e podemos constatar todos aqueles benefícios lidos: diminuição das cólicas, menos choro, dormia bem, mamava melhor e claro, recebia muito carinho e cheirinhos ali. Eu? Conseguia fazer pequenas atividades com ela ali comigo, sem grande estresse.

Até para sair de casa ficou mais fácil e prático. Da Júlia, eu carregava aquele bebê conforto enorme e pesado ou o carrinho o que era um sufoco, o que muitas vezes fazia a gente desistir de sair, principalmente quando eu estava sozinha. E eu ainda ficava com medo de tirar os olhos dela do carrinho. Com o uso do sling, essas coisas mudaram, tornando tudo mais fácil.

Claro que o principal benefício do acessório é para  o bebê que se sente confortável, aconchegado, amado, em um lugar muito parecido do que ela acabou de sair.

Depois do wrap sling, a paixão foi tanta que compramos um pouch sling (não acho uma foto com esse modelo, mas estou procurando), ela já sustentava o pescoço e ia na posição cadeirinha. Esse modelo se parece muito com o sling de argola, o da foto lá de cima, porém não tem argola e consequentemente não precisa ajustar. Muito prático, é feito de acordo com o tamanho do adulto que vai usar, então eu tinha um e o marido o dele.  Mas como o peso vai num ombro só, quando tem que andar muito, fica mais complicado.

Depois conhecemos o canguru ergonômico (que não pode ser considerado um sling, ele é o que se chama de carregadores estruturados) que só pode ser usado depois de 6 meses e fomos com ela até mais de 2 anos quando ela ainda deixava ser carregada.  Ele é muito prático, divide bem o peso, fácil de colocar e as alças largas e almofadadas eram perfeitas. A base no quadril segura bem o peso e não deixava doer as costas. A foto abaixo foi em uma trilha que fizemos com ela ali e foi tão bom que ela até dormiu…rs…

canguru-ergonomico

 

Sem dúvida foi o melhor item que adquirimos, só uma pena não termos descoberto antes, ainda quando a Júlia era pequena. Toda a família percebeu os benefícios, mais amor, mais carinho, aconchego, segurança, possibilidade de interagir melhor com a mais velha, mais conforto, muito beijo e uma sensação deliciosa de liberdade com a cria sempre perto.

E tem vídeo sobre o assunto:

 

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1 Comentário

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    Lista de enxoval sincera: o que a gente compraria para um terceiro filho - Bárbara Vitoriano
    10 de setembro de 2017 at 14:35

    […] modelos, o pouch e o cnaguru, com certeza repetiríamos a dose. Também tenho um post que falo dos modelos de sling e no canal do YouTube que também falo de maternidade tem vários vídeos sobre o […]

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