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The Crown: motivos para assistir

Se eu tivesse que resumir esta série em uma frase seria: nada é como parece. A produção multimilionária original da Netflix conta a história da Rainha Elizabeth II do Reino Unido, que atualmente está com 91 anos. Mas a história da série começa muito antes dela se tornar rainha, quando seu pai ainda vivo era o rei George 6° , tendo como linha de largada seu casamento com Philip Mountbatten. Entretanto, há vários recortes no tempo em que é possível voltar à infância da rainha, de como ela  foi criada como a herdeira do trono.

Então é sim uma série biográfica histórica, e confesso que quando li a sinopse não imaginava que seria tão maravilhosa. Não só pela produção, fotografia e atuações que estão esplendorosas, mas pelo roteiro e pela fidelidade histórica.

Nunca imaginei a vida da Rainha Elizabeth daquele jeito, com os detalhes, com as dificuldades, seja com o reinado, com a maternidade e principalmente com o casamento.

E com certeza esse é outro dos bons motivos para se assistir. Quando a gente vê as coisas de fora, é difícil imaginar, de fato, o que cada um passa, a história, as marcas e as escolhas que cada um faz, ou muitas vezes, precisa fazer.

Mas claro que não se trata apenas da vida privada da realeza, mas a série também retrata nos leva ao momento político, social e econômico do país e do mundo na época, revelando grandes eventos que moldaram a segunda metade do século 20. Ou seja, uma maravilhosa aula de história.

Um outro aspecto muito importante e que acredito que foi bem retratado na série é o papel da mulher na sociedade na época. Inclusive pela Rainha, como as pessoas veem ela na coroa, por ser mulher havia um outro tipo de expectativa. O papel dela no casamento, coma ela lutou para separar a rainha da pessoa e como essas se misturaram. As mudanças e o amadurecimento dela com o passar do tempo, como por exemplo, em seu casamento ela, por vontade própria, quis colocar em seus votos que obedeceria sempre seu marido, mas isso mudou e muito com o passar do tempo. Um outro exemplo marcante foi que em sua coroação, Phillip, negou-se a ajoelhar-se aos seus pés, alegando que prefere ficar ao seu lado na cerimônia, pois ajoelhar-se a uma uma mulher faria dele menos homem, mas ela não cede e argumenta que ele deve, sim, ajoelhar-se a ela como se ajoelharia a um Rei. Assim, a série nos leva a diversos momentos parecidos, nos quais ela começa a se questionar tradições, obrigações e sua individualidade e opiniões – que até então eram bem reprimidas.

Desenvolvi uma grande admiração por ela em vários aspectos e com certeza procurarei outras fontes para conhecer um pouco mais sobre quem ela foi e é!

Atualmente há duas temporadas disponíveis na Netflix, mas a série terá um total de 60 episódios divididos em 6 temporadas, então, é daquelas séries que a gente começa a ver com a tranquilidade que teremos a história completa até o final.

Para entender mais sobre os acontecimentos históricos retratados, a Super Interessante fez um guia explicativo bem bacana!

 

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1 Comentário

  • Reply
    Descobertas e Favoritos de Março de 2018 - Bárbara Vitoriano
    4 de abril de 2018 at 06:01

    […] a coroa, mas tem vários flashbacks em sua infância e outros momentos da vida. Tem mais sobre The Crown no post que fiz sobre a […]

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