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Sobre a hora de deixar um projeto ir…

Tudo nessa vida tem um fim.

Mas eu sei, eu entendo que quem gosta de criar coisas, sofre demais com essa fase. Na verdade a gente sempre fica com aquela pulga atrás da orelha sem saber, de fato, a hora certa de deixar um projeto ir.

Já passei por isso. Inclusive bem recentemente.

Acontece que geralmente nossa empolgação com aquele projeto vai morrendo, a gente não pensa em mais nada novo, mexer nele vai se tornando um martírio, até que não vemos mais nenhum sentido nele, até chegando a se perguntar qual era mesmo aquela ideia genial que tivemos no começo.

É aí que eu acredito que é a parte mais difícil: ter discernimento para ver a diferença entre um desânimo, uma inquietação que deve ter outros motivos ou um justificativa real de que aquele projeto não dava mesmo liga.

Foi aí que me encontrei, como disse, há algumas semanas dessas atrás. Como sabem, este ano meu lema era fechar ciclos e quando me vi diante de tal dilema, logo pensei: olha eu aí querendo desistir de mais uma coisa, quer ver?

Porque é assim. Quando a gente cria algo novo, é uma felicidade só. É maravilhoso, diria até que viciante o processo criativo. A gente escreve, planeja, faz, cria, mas passada toda a empolgação inicial é hora de colocar os pingos nos is e fazer uma análise fria.

Passando os dias, aquela agonia não passou, alguma coisa dentro de mim gritava, então eu como uma boa pessoa de humanas, fui apelar para as exatas, em outras palavras, fui ver os indicadores, com a ajuda de outras pessoas.

E realmente não é fácil reconhecer o fim, principalmente, quando não só sua intuição que está dizendo, mas os números também.

Quando todas as alternativas apontavam que eu deveria dar adeus, então começou outro processo, o processo interno de entendimento e aceitação disso. Talvez a parte mais complicada.

O que vale é o que se leva na bagagem

Ao reconhecer dar fim ou mudar o rumo de um projeto, o que não podemos esquecer de forma nenhuma é o que se aprendeu com ela, inclusive com o fim.

Analisar os erros, anotar os motivos que te fizeram desistir, além de dar segurança para o futuro, ainda garante que não terá uma recaída de persistir em algo que não vale mais nem seu tempo nem sua energia.

A gente se apega, eu sei, se apega à ideia, aos frutos, a tudo que a gente passou. É complicado dizer adeus para algo que a gente já se envolveu, li sobre isso no livro Essencialismo. O autor explica que quanto mais investimento a gente faz em uma coisa, mais difícil a gente desistir, mesmo sabendo que não dará em nada, e aí fazemos mais e novos investimentos porque não queremos perder aquilo que já doamos.

Mas se formos parar para pensar, não há perda, há aprendizado, há bagagem, e isso é a coisa mais valiosa que existe nisso tudo.

O que sai, dá espaço para o novo!

E querem saber? É difícil chegar aqui e dizer isso, mas ao mesmo tempo, a decisão bem tomada, de modo consciente traz uma incrível sensação de alívio.

Não ter projetos no limbo eterno fazem a gente abrir a mente a novas e extraordinárias oportunidades que certamente surgirão.

E aqui vou usar outra ideia do livro Essencialismo: “é preciso dizer não para as oportunidades maravilhosas para poder dizer sim para as extraordinárias. ”

Porque é assim que acontece! Faça a despedida, pegue sua bagagem e olhe para o horizonte. Há um mundo de possibilidades. Pense nisso!

PS: está na mesma situação? Existe uma iniciativa muito bacana que me ajudou e pode te ajudar também, que se chama Como matar um projeto.

 

 

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