Vida e Cotidiano

Quando finalmente entendi o “fazer acontecer” do GTD

Há algum tempo que eu venho estudando e tentando implementar o GTD. Digo tentando, porque, apesar de fazer isso há algum tempo e sentir muita mudança prática na minha vida, sinto que ainda tenho muito o que aprender e colocar em prática.

GTD é a abreviação de  “Getting Things Done” é um método de organização e produtividade pessoal criado por um americano chamado David Allen. O método se baseia no princípio de que uma pessoa precisa tirar as tarefas de sua mente e registrá-las em algum lugar. Desta forma, a mente fica livre do trabalho de lembrar de tudo o que necessita ser feito e pode se concentrar em realmente executar essas tarefas, para isso precisa criar um sistema de compromissos, listas de tarefas, arquivamento e etc. Além disso ele é divido em níveis, você começa por ter controle sobre sua rotina e projetos e vai subindo, até possuir um controle sobre suas áreas de foco e sua missão de vida.

Tudo isso está em um livro chamado A Arte de Fazer Acontecer (entendeu agora o trocadilho do título?), onde o David explica todo o método. Nas primeiras vezes que tive contato com o GTD achei extremamente complicado e difícil de implementar. Fui e voltei várias vezes. Testei outros métodos e outras formas, mas quando na verdade, o que eu não tinha feito ainda era entender a lógica do negócio para a partir daí saber se era ou não pra mim.

Pessoas ansiosas vivem no futuro, temos uma pressa louca, e em todas as vezes que eu tentava implementar adorava pular aquelas partes que eu julgava “perda de tempo”, tais como separar as tarefas dos projetos (no GTD projeto é tudo que você precisa fazer e demanda mais de uma ação, então vai desde coisas profissionais, até planejar a festa de aniversário das crianças) para que, no dia a dia, você não fique olhando para seus projetos e sim para as tarefas deles que precisa executar, separar as tarefas por contexto, pensar sobre cada projeto que vai inserir e ver se ele está de acordo com seu propósito e muitas outras coisas.

O pulo do gato para fazer as coisas acontecerem 

Uma dessas partes que eu adorava pular é justamente o pulo do gato para fazerem as coisas acontecerem: a revisão semanal, um momento da sua semana que o David indica para você sentar, esvaziar sua caixa de entrada e revisar todos os seus projetos e definir as próximas ações para que cada um deles aconteça. É um acompanhamento para que de fato eles cheguem ao seu final.

E olha que eu até revisava rapidamente, mas não refletia, não pensava sobre nada, simplesmente olhava os projetos de modo geral e via o que precisava fazer. Deixava os projetos junto com as tarefas e eu gerava dois problemas:

1- Quando você tem um objetivo e tem as ações para alcançá-lo na mesma lista, acontece que você perde muito tempo olhando para o todo muitas vezes, ao invés de se concentrar em fazer exatamente o que precisa ser feito. Se você faz uma lista apenas com as ações, você se torna muito mais produtivo, porque não precisa pensar, analisar, isso já foi feito na sua revisão semanal, então no dia a dia é só fazer.

2- Quando você coloca um projeto/tarefa na sua lista e não pensa sobre ele corre um grande risco de você se sobrecarregar com coisas que não são necessárias. Claro que, tem muitas coisas que precisamos fazer, não importa se queremos ou não, se gostamos ou não. Mas também há muita coisa que podemos e precisamos analisar até que ponto precisa e merece nossa atenção.

Foi aí que li em algum lugar (preciso me lembrar onde) que o GTD não é sobre fazer as coisas mais rápido (o que acaba de certa forma acontecendo), mas com consciência.

Entendi que, quando eu parava aquela uma hora por semana para olhar todos os meus projetos e definir as próximas ações deles eu precisava ter dois comportamentos:

1- Pensar sobre eles, analisar e me questionar o que eles tinham a ver com os meus propósitos objetivos e visões de vida.

2- Precisava esclarecer com mais precisão cada uma das ações, isso me faria ser mais rápida e mais produtiva no dia a dia.

Depois disso, passei a fazer escolhas mais consciente e necessárias, controlar minha tendência de querer fazer muitas coisas ao mesmo tempo, uma incrível sensação de paz, de não estar sendo negligente com minha vida.

Ainda estou longe de alcançar os níveis mais altos do GTD, onde poderei ter uma visão do todo, do meu tempo, vida e objetivos de uma melhor maneira, mas já consigo ver que o método não é complicado, ele só toca numa ferida que muitos de nós temos: a necessidade de pensar no que estamos fazendo com o que temos de mais precioso na vida: o nosso tempo.

Para saber mais sobre o GTD recomendo: 

Vida Organizada

A Arte de Fazer Acontecer

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