Para conhecer

Outlander – A viajante do tempo por Diana Gabaldon

Eu nem sei como começar essa resenha do primeiro livro da série Outlander – A viajante do tempo escrito pela autora americana Diana Gabaldon sem ser altamente afetada pela paixão que sinto por essa história, a qual conheci primeiramente na série de TV.
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Depois de ver as quatro temporadas já lançadas, comecei então a leitura dos livros. Apesar de já “conhecer a história” era claro que queria e precisava ler os livros, afinal a história original está ali.
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Nesta primeiro volume, conhecemos nossos protagonistas: Claire Randall uma ex-enfermeira de guerra que, durante uma viagem romântica com o marido acaba indo parar 200 anos antes de seu tempo. Nesse mundo completamente estranho e perigoso ela conhece Jamie Fraser que vem a se tornar seu marido naquela época, que aceitou com o propósito de se proteger e sobreviver.

Mas o que começa assim, como um contrato se transforma e Claire precisa fazer uma difícil escolha: voltar para seu tempo e para seu marido ou ficar no passado e assumir sua nova vida.

“Deixe que eu lhe diga em seu sono o quanto eu a amo. Porque as palavras que lhe digo quando está acordada são sempre as mesmas, não são suficientes. Enquanto você dormir em meus braços, posso dizer-lhe coisas que soariam tolas e loucas, e seus sonhos entenderão a verdade delas. Volte a dormir, mo duinne.”

É neste volume também que entendemos um pouco mais sobre o mundo que Diana criou assim como seus personagens mais a fundo. E talvez esta seja a parte que mais nos encanta em sua obra: a profundidade com que desenvolve seus personagens e complexidade de suas relações.

Sei que muitas coisas virão e que vamos lidar com diversas faces dos relacionamentos humanos, mas em A viajante do tempo o foco é o início da construção do amor e do relacionamento entre Claire e Jamie. Sem esquecer de outros personagens importantes, igualmente apaixonantes.

“E não lhe peço nada que não me possa dar. Mas o que lhe pediria é que, quando realmente me contar alguma coisa, que seja verdade. E eu prometerei fazer o mesmo… E acho que o respeito pode ter espaço para segredos, mas não para mentiras!”

E vamos combinar, Jamie e Claire são tão maravilhosos que é difícil não se apaixonar perdidamente por eles. De um lado uma mulher forte que tem que lidar com uma cultura e um momento histórico muito diferente do seu. Precisa lidar com perigos reais, preconceitos e viver em um momento em que a mulher é totalmente submissa.

 “Onde aprendeu a beijar assim? — perguntei, um pouco ofegante. Ele exibiu um largo sorriso e puxou-me para junto dele outra vez. — Eu disse que era virgem, não um monge.”

Do outro temos Jamie Fraser e digo com certeza que vai se apaixonar por ele. Leal, bonito, preocupado e surpreendentemente diferente dos homens da sua própria época. Escuta, observa e ama Claire profundamente. Eles aprendem um com o outro, se protegem, se salvam, se apoiam e se amam de um modo raro.

A tenacidade e a força do relacionamento deles é algo que cativa e nos surpreende a medida que os acontecimentos passam. Vemos as diversas vertentes de um relacionamento amoroso como a cumplicidade, lealdade, relacionamentos, sexo, confiança, e claro, puramente o amor.

O elemento viagem no tempo é fascinante, e Diana o faz muito tempo abrindo diversos mistérios que ainda não têm solução, nos levando claro, a querer saber cada vez mais.

“Amar força uma pessoa a fazer sua escolha. Você faz coisas que nunca imaginou que poderia fazer antes.”

Os livros são grandes, a escrita é detalhada e amo o jeito em que ela cria as descrições, nos levando para dentro de sua história com facilidade e leveza. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Depois de ler o livro, vi o quanto a adaptação para a TV foi bem feita. O quanto os atores (falei um pouco deles neste vídeo) conseguiram personificar os do livro com tanta fidelidade, dando seu toque especial que atende à linguagem televisiva.
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Pra mim, foi um caminho sem volta!! 

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