Vida

O autoconhecimento como agente prático de mudança

Sempre que eu ouvia a palavra autoconhecimento, eu imaginava algo tão distante, muito mais a ver com os monges do que com a gente em nosso dia a dia.

Via, este conhecimento tão valioso, ver vendido em diversas formas e das mais diferentes maneiras. E aqui não estou duvidando de nenhum deles, e muito menos diminuindo o valor de se conhecer, de verdade, sem vendas nos olhos e sem amarras, entretanto, o que muita gente esquece de falar, é que este só é o primeiro passo.

De nada vai adiantar, a gente entender e se conhecer, saber mais sobre nossas paixões, vícios, defeitos e claro, nossas habilidades e virtudes se não soubermos o que fazer com eles. O autoconhecimento sem um direcionamento eficaz, muitas vezes, traz uma culpa e um sentimento de impotência que só agrava a situação.

Com todo esse arsenal valiosíssimo, diga-se de passagem, em mãos é que começa realmente o processo de mudança, de melhoria, de busca por sentimentos e atitudes melhores.

E todo esse processo precisa ser pensado, para que, do momento em que começarmos uma caminhada consciente por este caminho, possamos colher os benefícios no final da estrada. Do autoconhecimento, e essa por qual processo for, às mudanças e melhorias efetivas em nossas vidas há um longo caminho que exige, esforço, dedicação e disciplina. É trabalho pesado que vai exigir de nós, muito além de força de vontade.

Nesse caminho, também encontramos, ainda bem, diversos agentes que nos auxiliam. No meu caso, encontrei na terapia esse caminho prático. Ali, em consigo estabelecer planos, traçar rotas, verificar resultados e acertar o prumo. Ali eu consigo, junto com minha psicóloga, definir maneiras de tirar o maior proveito daquilo que já possuo, para conquistar aquilo que tanto almejo, e tudo isso, sabendo respeitar meu caminho, meu tempo e minhas limitações, sem me culpar.

A culpa pode ser perigosa nessa jornada, por isso, eu sempre indico que, a partir do momento em que você quer trilhá-la, não o faça sozinho.

Como usar o autoconhecimento na prática

Trazer o autoconhecimento para atitudes práticas cotidianas é o que de fato, fará a diferença. Ao identificar e apontar as melhorias necessárias, é hora de traçar sua rota.

Você pode e seria muito bacana, ter algum tipo de acompanhamento como mencionei logo acima, mas caso não seja possível, em nenhuma hipótese isso será empecilho para prosseguir sua caminhada.

Acredito que o primeiro passo para qualquer mudança é identificar onde você quer chegar, o que você quer de fato mudar e mais que isso, como seria você depois dessa mudança. Depois dessa visualização, fica mais fácil saber por onde começar.

Uma alternativa é começar por identificar aqueles pontos mais fáceis de mexer, como os pequenos hábitos, por exemplo. Mudar um hábito não é fácil, mas é perfeitamente possível.

Implementar mudanças na sua rotina é outra forma de aplicar o autoconhecimento de forma prática. Se você sabe como quer ser, é mais fácil identificar o que pode ser feito na sua rotina para chegar lá.

Inspirar-se é outro fator importante. E fortalecer-se ainda mais. Talvez mais difícil do que mudar, é sustentar essa mudança. É tentador voltar para a zona de conforto, vai por mim. E nesse caso, há muitas alternativas: grupos, leitura, experiências de outras pessoas, yoga, meditação e tantas outras práticas que auxiliam na concentração, foco e em nossa determinação.

O caminho pode ser longo e duro, mas uma coisa posso te dizer com toda certeza, ele vale a pena! Faça por onde acontecer.

 

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