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[Livro] Harry Potter e a Criança Amaldiçoada

Depois de ler os sete livros da saga de Harry Potter, eu não poderia deixar de ler o que chamam de 8° livro, que se chama Harry Potter e a Criança Amaldiçoada.

Na verdade, ele não é um romance, mas sim, o texto de uma peça de teatro criada por Jack Thorne em parceria com John Tiffany e nossa querida J. K. Rowling que estreou nos palcos de Londres em 2016.

No final do sétimo livro, temos um epílogo que mostra Harry e Gina, já casados indo deixar um de seus filhos, Alvo Severo Potter na estação de trem que o levará ao seu primeiro dia de aula em Hogwarts. E este oitavo livro começa justamente neste ponto de partida.

Temos nosso protagonistas com quase 40 anos, com suas vidas bem diferentes do que eram na época de Hogwarts. Agora os três já são pais, possuem seus empregos e muita coisa para lidar, mas mesmo assim encontramos a mesma amizade e lealdade tão marcante em nosso trio Harry, Rony e Hermione.

Mas o mote da história é o primeiro ano de Alvo em Hogwarts e segue com as aventuras dele e de seu melhor amigo, Escórpio Malfoy. Ironicamente, Alvo vai para a Sonserina e o tempo todo busca ser um pouco mais parecido com Harry, carregando com ele várias estigmas sobre o próprio pai.

Enquanto isso, Harry precisa se aproximar do filho, se culpa e tem que lidar com uma possível volta de Voldemort, pressentida por sonhos e pelas dores na cicatriz.

Temos no enredo, a volta do vira-tempo, e a dupla Alvo e Escórpio em viagem ao passado e todas as possibilidades que cada pequena mudança teria no futuro.

Ao final, a gente entende que, apesar da tristeza ou inconformismo que poderíamos ter com algum acontecimento da história como um todo, ela deveria ser exatamente como foi.

Continua sendo um livro cheio de ensinamentos que nos mostra mais uma vez a força do amor, em agora, novas nuances.

Eu sei que há bastante crítica sobre este livro por parte dos fãs e eu os entendo. Quando comecei, senti uma pontadinha no peito, por alguns rumos que a história tomou, demorou um pouquinho para engatar a leitura, afinal, a história é um roteiro de teatro, o que exige de nós, leitores, uma dose extra de criatividade, mas, ao terminar eu realmente posso dizer que vale muito a pena ler, revisitar este mundo mágico em todos os sentidos e conhecer uma nova geração de bruxos.

Achei que, nos mínimos detalhes e com bastante sutileza, os acontecimentos continuaram fiéis à essência dos personagens, o que nos faz rir e curtir uma deliciosa nostalgia.

O destino de cada um deles 19 anos depois do final do último livro não foi de toda surpresa e acredito que só reforçou a opinião que eu tinha sobre Harry Potter: é uma das histórias de amor mais magníficas que já li.

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