Leituras

Livro Extraordinário

Li Extrordinário após a indicação de várias pessoas. Tinha visto que ia lançar o filme no final do ano passado e quis correr para ler antes de ver o filme.

E olha, eu sou muito grata a todas as pessoas que me indicaram o livro, porque foi uma leitura muito fluida e gostosa e que faz a gente refletir sobre tanta coisa.

Bem, o livro foi escrito pela Raquel Jaramillo, mais conhecida como R. J. Palacio. É o primeiro livro dela, apesar de seu trabalho de muitos anos no mercado editorial.

“Quando tiver que escolher entre estar certo e gentil, escolha ser gentil. – Dr. Wayne W. Dyer” (Preceito de setembro do Prof. Browne)

O livro conta a história de August, um menino de 10 anos que nasceu com uma doença genética rara, cuja principal sequela é uma deformidade facial. Então desde pequeno, o August lida com diversas cirurgias que o ajudaram a ouvir melhor, comer, enxergar e também com sua aparência. Foram anos com diversos problemas relacionados à saúde. Por esse motivo, ele estudava em casa com sua mãe.

Mas, agora com 10 anos, os pais começam a cogitar a possibilidade dele começar a ir à escola. E aí a história começa a desenrolar a partir daí.

A ida de August à escola vai desencadeando os acontecimentos, e ele descrevendo todas as emoções, tudo o que vai vivenciando ali: os olhares, o bullyng, as amizades verdadeiras e sinceras…

“Palavras gentis não custam muito, e ainda conquistam muito. – Blaise Pascal” (Preceito de março do Prof. Browne)

A narrativa é em primeira pessoa, o que eu acho que deixou o livro com um toque especial, afinal, ninguém melhor para falar do que passou e como se sentiu do que as próprias pessoas que viveram as emoções, não é? É interessante, pois vemos o ponto de vista de uma criança de 10 anos contando sua própria história.

Mas além do August, o livro também traz outros capítulos narrados por outros personagens, como a irmã dele, a Olívia, mais conhecida como Via. Nessa parte ela narra como se sente, como foi a vida dela ao lado do August, tudo que passou na infância com os pais dedicados ao irmão que precisava de mais atenção e cuidados, a relação dela com a avó e também a mudança de escola, o primeiro namoro, entre outras coisas.

Também há capítulos narrados pela Summer, uma das poucas crianças que foram amigas de August que sentava com ele no almoço, do Justin, namorado da irmã dele, pelo Jack, um menino que implicou com August e Miranda que é uma amiga de infância da irmã e que conhece August desde de bebê.

A descentralização da história da visão somente do August, acaba levando a gente a novas reflexões, conseguimos enxergar melhor como a vida dele impacta na vida de todos ao seu redor.

Senti falta de um capítulo narrado pela mãe, ao mesmo tempo que sei, que talvez não fosse bacana já que é um livro destinado aos mais jovens, mas pra quem é mãe, tenho certeza que logo se imaginou naquela situação. Ela é uma mãe superprotetora, mas ao mesmo tempo que consegue respeitar o voo do August. Como ela lida com dois filhos, da atenção que precisa dividir.  Tem alguns momentos que a gente se coloca no lugar dela e é muito difícil imaginar o que faríamos, ao passo que, vemos o quanto ela é forte e inspiradora.

Aliás, acredito que o August tem a postura que tem perante a vida pela família, pela base e pelo amor que ele encontra ali. A união, a lealdade, os exemplos e a força que ele tem ali o abastece para enfrentar as dificuldades lá fora.

É um livro que fala de gentileza com um leveza encantadora. A frase que mais gosto do livro é justamente uma citação de um outro livro que diz:

“Vamos criar uma nova regra de vida…sermos sempre um pouco mais gentil que o necessário.”

Ai se o mundo seguisse essa regra, que grandes transformações nós teríamos.

“Faça todo o bem que puder,

De todas as maneiras que puder,

De todas as formas que puder,

Em todos os lugares que puder,

Em todos os momentos que puder,

A todas as pessoas que puder,

Sempre que puder. – John Wesley” (Preceito de Maio do Prof. Browne)

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