Leituras

[Livro] Essencialismo: a disciplinada busca por menos

“Em vez de avançar apenas um milímetro num milhão de direções, ele começou a dar um imenso impulso rumo à realização do que era verdadeiramente vital”

Essa foi a citação do livro Essencialismo: a disciplinada busca por menos de Greg McKeown que me fez querer ler o livro e entender um pouco melhor sobre esse caminho.

A verdade é que muitos de nós buscamos esse “menos”, mas engana-se quem pensa que é uma busca simples e fácil e por isso toda ajuda é bem-vinda e de fato o livro traz muitas dicas práticas para quem quer seguir nessa direção.

“Essa é a coisa mais importante que eu deveria fazer com meu tempo e meus recursos neste momento?”

Dividido em quatro grandes partes: essência, explorar, eliminar e executar cada uma traz roteiros práticos e insights que nos levam a entender que a mudança precisa ocorrer muito mais profundamente do que simplesmente fazer escolhas.

É preciso entender a essência do que é ser um essencialista, conhecer o que nos atrapalha nessa busca, como hábitos ruins, crenças culturais, medo entre outros e principalmente conhecer os mecanismos que podem nos ajudar na caminhada.

Ele traz muitos relatos de empreendedores e grande líderes que foram e são essencialistas, com exemplos práticos e histórias inspiradoras, isso nos ajuda a ver que pode funcionar, mas que nem de longe é rápido e fácil. Muito pelo contrário, a todo momento ele deixa bem claro que ninguém nunca para de fazer essa busca, que está em você encontrar seu propósito, saber e conhecer o que é essencial pra você, mas também nas escolhas diárias, na mudança de hábitos, na construção de novas e poderosas rotinas, até como você lida com os desafios.

É engraçado ver, como nós podemos viver no piloto automático, dizendo sim a um monte de coisa sem sentido, atolando nossa vida de compromissos e tarefas sem fundamentos. É esta a reflexão principal do livro. Quando a gente entende que é possível sair desse ciclo vicioso, que é possível e preciso fazer escolhas e estabelecermos nossas prioridades, uma cortina se abre a nossa frente.

“… só quando permitimos parar de tentar fazer tudo e deixar de dizer sim a todos é que conseguimos oferecer nossa contribuição máxima àquilo que realmente importa.”

É suado mesmo, é um processo que demanda atenção, energia, força de vontade, mas que os resultados são maravilhosos. Há muito poder no menos, porque invariavelmente ele é mais: é mais tempo no que é de fato é essencial.

Sempre gostei da máxima que a gente pode fazer tudo, mas não tudo ao mesmo tempo. Hoje já penso quanto desse “tudo” realmente a gente precisa fazer? Conhecer a fundo nossas motivações sem venda nos olhos, abre a possibilidade de efetuarmos mudanças realmente significativas em nosso cotidiano e em nossas vidas. Ao contrário do que é pregado por aí, muitas vezes abrir mão é um ato de coragem!

“É um método para abrir mão de muitas coisas boas, por mais difícil que seja, e ficar com as poucas coisas extraordinárias. É aprender a fazer menos, porém melhor para obter o máximo retorno possível de cada precioso momento da vida.”

Importante lembrar que o autor também aborda o essencialismo nas lideranças, dentro das empresas. Claro que, entendo que a prática, principalmente quando se envolve uma cultura empresarial bem diferente como a nossa, não é fácil e digo ainda, muitas vezes quase impossível, mas isso não tira a importância de conhecermos e buscarmos melhorias mesmo que a passos de formiga.

“O essencialismo não trata de fazer mais; trata de fazer as coisas certas. Também não é fazer menos só por fazer menos. É investir tempo e energia da forma mais sábia possível para dar sua contribuição máxima fazendo apenas o essencial.”

Somos e estamos o tempo todo sendo bombardeados de informações, de desejos, de oportunidades e possibilidades, mas somos finitos, nosso tempo nesse mundo é, saber escolher e selecionar o que é trivial do essencial, nos exige uma boa dose de motivação, técnica, mas principalmente autoconhecimento.

A leitura foca em cada uma das etapas dessa caminhada de uma maneira muito explicativa, mas principalmente, leva a gente a pensar e refletir o que é realmente não só importante, mas imprescindível para nós?

“Como escreveu a poeta Mary Oliver: Diga-me: o que planeja fazer com sua vida única, fantástica e preciosa?”

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1 Comentário

  • Reply
    Escreva um diário - Bárbara Vitoriano
    19 de novembro de 2017 at 13:47

    […] a leitura do livro Essencialismo: a disciplinada busca por menos, o autor Greg McKeown revela que há mais de 10 anos mantém um diário. O diário para ele é uma […]

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