Vida e Cotidiano

Dia 04: Pesadelos, sonhos e a brevidade da vida

Essa noite eu tive um sonho.

Ou melhor, se for se basear por quanto meu coração estava acelerado e eu estava suando quando acordei, um pesadelo o definiria melhor.

Sonhei que estava em um lugar não identificado com algumas pessoas e minha filha mais velha. A minha caçula estava em uma outra sala, mas no mesmo lugar. De repente olhei para o céu. Uma nuvem carregada se aproximava e começou a ventar muito. Galhos, folhas e telhados começaram a voar bater nas coisas e pessoas. Levantei correndo, peguei minha filha mais velha, a deixei em segurança e corri para pegar a caçula. Coloquei ela bem acolhida em meus braços e corri para deixá-la também em segurança. Senti um alívio imenso, por ter conseguido salvá-las, mesmo assim acordei com uma angústia enorme no peito.

Há algum tempo tenho pensado muito na brevidade da vida. Ou melhor, na sua fragilidade. Até hoje estávamos conversando sobre isso durante o jantar.

A gente sabe, tem a consciência de que, algum dia, ninguém sabe qual e nem quando, a nossa vida acaba. É algo inevitável. Mas como viver de uma forma melhor? Como aproveitar melhor cada segundinho dessa vida de uma maneira que a gente não se arrependa, não chegue no fim da vida e termos aquela sensação de que o negócio foi bem feito?

A gente lê livro, vê filmes, assiste entrevistas e documentários, mas na prática o que de fato a gente faz para as coisas valerem mais a pena?

Eu não tenho respostas.

Lembre-se de que este é um exercício para que eu escreva. Todos os dias. Durante algum período que ainda não sei qual. São quase meia-noite, mas tenho filhos como contei acima e a vida com elas segue o ritmo delas, mas não quero falhar, justo do terceiro para o quarto dia de desafio.

Mas mesmo assim, ainda estou agoniada por causa do meu sonho.

Como eu disse eu não tenho respostas, mas depois das minhas filhas, sinto uma necessidade enorme de pensar sobre elas. Depois que fui mãe eu fiquei com um medo enorme da morte. Converso com outras mães e muitas me relatam sentir o mesmo.

Talvez por isso, hoje, essas questões vem sempre à tona com mais frequência. E meu sonho/pesadelo é uma prova disso.

Tem uma frase que gosto muito e sempre posto lá no Indiretas Maternas: Ser mãe é carregar os maiores amores e medos do mundo.

Ser mãe é uma dualidade, escrevi sobre isso aqui, e ser mãe me fez pensar muito, mas muito no que estou fazendo da minha vida.

E este desafio está me levando para algum lugar em um momento em que direi: eu tentei, já está maravilho.

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