Vida e Cotidiano

Desejos para um novo ano

Tudo bem, eu sei que o tempo não tem pausa e nem recomeça. Sei bem que fomos nós, meros seres humanos que o fatiamos em algumas partes para facilitar nossa vida, e claro, para que pudéssemos ganhar um fôlego no meio do caminho. E sei, o quanto isso às vezes é essencial! Sou super apegada nessas pausas invetadas para continuar. Elas ajudam a organizar as ideias, olhar o que se passou e fazer um balanço, e principalmente, ajudam a ter novos sonhos.

Muita gente fala que não devemos fazer muitos planos, já que o futuro é algo que não nos pertence! Acho que devemos sim tentar viver um dia de cada vez, mas sempre ajustando as velas.

Demorei muito para entender que podemos fazer tudo, mas não tudo ao mesmo tempo. Que planejar é bom, mas que nada paga as surpresas que temos por aí. Que minha ânsia de “subir logo a montanha”, ofuscava minha vista do caminho. E que no fundo, é pela vista que se sobe a montanha.

E como uma boa pessoa ansiosa, falar sempre foi muito mais fácil do que fazer! Perdi as vezes das listas enormes de desejo que já fiz. Das 7 ondas que pulei desejando que fossem no mínimo 27 para que pudesse pedir mais.

Demorei pra entender que o caminho era outro, que deveria primeiro, ver o que se passou, os aprendizados, as conquistas que vieram dos planejamentos e muito trabalho, mas também o inesperado que veio para ensinar, para mostrar o que é realmente importante ou muitas vezes para sinalizar que o caminho estava correto.

Começar agradecendo mais e pedindo menos fez minha lista de desejos diminuir muito. Porque por mais que a gente deseje coisas, desenhe caminhos, faça planos e metas, a vida é uma caixinha de surpresas e confiar mais nela fez com que as coisas ficassem mais leves e ficamos mais gratos por tudo que acontece.

A gratidão é uma força tão poderosa, e quantas vezes a deixamos de lado. Com ela aprendemos a não desejar não ter dificuldades pelo caminho, são eles que nos tornam pessoas melhores.  Não adianta nada subirmos a montanha se formos os mesmos, se a vista e nem as pedras não nos ensinarem nada.

Pra esse ano eu tinha pensado tantas coisas que desejo, as metas, os sonhos, os planos, mas o mais importante de tudo é aprender a admirar a vista. Não vai adiantar nada cruzar a linha de chegada e não perceber por onde andei.

Feliz 2017.

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