Maternidade e Família

Depois da maternidade…nasce uma nova filha

Nunca me esqueço do meu primeiro Dia das Mães como mãe. Como a Júlia nasceu no final de abril, uma semana depois já era comemorado esse dia. Eu estava muito feliz. Afinal, podia sentir em todo o meu ser, aquele amor, aquele cuidado, aquela devoção que eu só ouvia falar, agora na pele.

Foi muito emocionante, mas o que mais me emocionou nesse dia, foi olhar a minha mãe de igual pra igual. Tudo que a gente passa na gestação, parto, pós-parto já é uma amostra do amor e desafios que vamos encontrar nessa viagem linda chamada maternidade. E agora, eu a entendia.

Nossa cabeça como filha, geralmente muda muito depois que nos tornamos mães. Começamos a sentir na pele, tudo, o que aquela mulher que te deu a luz sentiu. Começamos a não nos importar mais com algumas coisas e o modo como a vemos nunca mais será o mesmo.

As críticas são colocadas de lado. E a carreira que ela abriu mão que você tanto julgava como uma má escolha? E o modo como ela trata sua irmã mais nova, que você não concordava? E o carinho com que ela faz aquela sopa quando estava doente e você achava um exagero?

Entende agora né? Foi por amor. Tudo bem, nem todas as decisões por amor são as melhores, mas para mim, são tranquilamente justificáveis.

Naquele Dia das Mães, mesmo de resguardo, fiz questão de comprar um presente, mas fiz questão mais ainda de escrever um cartão, à mão.

No cartão, eu pedia perdão. Perdão porque eu não sabia o quanto ela me amava. Não sabia o que era esse amor gigantesco que ela sentia por nós três. Perdão pelos julgamentos, perdão por tudo e por nada.

Agora sim, eu a entendia e a compreendia em muitas coisas. Eu podia dizer, com conhecimento de causa, que ser mãe era a experiência mais maravilhosa e mais louca que uma mulher podia passar, e eu nunca mais seria a mesma, assim como ela não foi.

Acredito que ao nascer uma mãe, nasce também, para sempre, uma nova filha. Um modo novo de olhar a maternidade, em suas muitas faces.

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2 Comentários

  • Reply
    Talita Rodrigues Nunes
    30 de agosto de 2016 at 00:35

    Lindo texto. E o teu cartão deve ter enchido o coração da tua mãe de mais amor. No auge do puerperio não é fácil ter essa clareza.

    • Reply
      Barbara Vitoriano
      3 de setembro de 2016 at 15:19

      Obrigada minha linda!!

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