Séries

Christopher Robin: Um reencontro inesquecível

Quando colocamos em votação o filme que íamos ver em nossa última ida ao cinema,  o live action da Disney Christopher Robin: Um reencontro inesquecível ganhou de cara. O trailer que mostra as principais cenas da aventura, em que aparecem uma série de ursinhos de pelúcia com vida, conquistou as meninas, e a nós também.

E foi tudo aquilo que vimos no trailer, um filme que iria agradar a todos.

Pra falar bem a verdade, agradou mais a nós. Afinal, crescemos vendo o Ursinho Pooh e todos os outros (o Leitão é meu favorito), marcaram nossa infância e reencontrá-los foi gratificante pra nós também, não só para o Christopher ou Cristóvão para nós brasileiros.

A ideia do filme é uma espécie de “continuação” da história que víamos. O garoto Christopher cresce, tem outras prioridades, responsabilidades da vida adulta. Mergulha no trabalho tentando construir um amanhã que nem existe e não aproveita o que tem de mais valioso hoje. Esquece totalmente de tudo que viveu no Bosque dos Cem Acres, não sabe mais o que é brincar ou se divertir, afinal, está ocupado demais, preocupado demais, estressado demais.

E aí quem ele reencontra? Aqueles que povoaram seu mundo durante o tempo em que era criança: Pooh, Leitão, Tigrão, Bisonho… que vão mostrar que ele pode ter crescido, mas nem por isso a infância precisa sair dele.

O filme segue uma linha bem tranquila, se demora em várias cenas, o contraste de cor nos leva para dentro daquele mundo e gastamos um bom tempo refletindo em cada frase, pausada e profunda do Pooh.

Aliás, vamos fazer uma pausa aqui. Juro que não sei se ele sempre dizia essas mesmas coisas quando eu era criança ou se na infância eu não precisava escutá-las, não da forma que eu preciso hoje.

“Eu sempre chego aonde eu quero ir me afastando de onde eu estava.”

Algo muito parecido aconteceu quando vi o filme do Pequeno Príncipe. Aquela história que eu tinha lido tantas vezes e sabia de cor e salteado, fez um sentido totalmente inédito pra mim. É incrível como eu me desmanchei em lágrimas, enquanto minha filha me olhava assustada sem a menor ideia do porque de tanta emoção, e como dizia o próprio: “o problema não é crescer, é esquecer…” e quantas vezes a gente esquece?

Mas voltando ao filme, o Ursinho Pooh nos lembra que o melhor dia é hoje e que não fazer nada às vezes é a melhor solução.

“Dizem que nada é impossível, mas eu faço nada todo dia.”

Enfim, ele traz uns bons conselhos como vida que acredito que nunca seja demais. Ele fala muita coisa sem dizer quase nada.

A trama é muito gostosa de assistir, entrete as crianças, emociona os adultos, além de ser lindo (tecnicamente falando) de se ver.

 

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