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Maternidade e Família

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Por que as mães querem empreender?

Você abre a internet, e nunca ouviu tantas coisas sobre Empreendedorismo Materno. Mães que deixam seus empregos formais e abrem seus próprios negócios em busca de mais flexibilidade e autonomia para estarem perto dos filhos!

Apesar de fora daqui, o movimento das mães empreendedoras já existir há algum tempo e ter bastante força, no Brasil é algo mais recente. Se pensarmos, na verdade ele sempre existiu, porém de forma isolada e agora ganha uma força maior como movimento e mais possibilidades de atuação e união dessas mulheres, também graças à internet.

Nos últimos três anos, pesquisando muito sobre o assunto para lançar o Empreender Materno, presenciei um aumento e uma expansão de iniciativas, pesquisas e também de espaço para se discutir o assunto. Começou a se separar o empreendedorismo materno de dentro do feminino, reconhecendo que este possui algumas peculiaridades.

E isso tudo é muito bom! Muitas mães, como eu, puderam conhecer outras mães que buscaram esse caminho. Trocamos dicas, desabafos e foi justamente o aumento do número de pessoas interessadas no assunto que surgiu o projeto que tem foco nas mães empreendedoras.

Porque as mães querem empreender?

Você se lembra como era antes de ter filho? Quantas mudanças a gente enfrenta! As decisões eram mais simples e as mudanças em nossas vidas mais fáceis de encarar.

Todas essas mudanças que um filho traz impacta também na relação que temos com o trabalho. Queremos mais flexibilidade de horário, autonomia para definir as nossas rotinas, queremos trabalhar com algo que nos traga algo a mais que retorno financeiro (e muitas vezes ter a possibilidade de se ganhar mais que antes) e poder acompanhar mais de perto o crescimento dos filhos. As razões são muitas e vão desde a parte financeira até a parte de valores de vida.

É sempre uma escolha? 

Apesar de estar falando aqui das razões mais conscientes, o que se percebe também é que nem sempre empreender é uma escolha para essas mães. São também muitas as razões que podem levar a mãe a esse caminho: falta de apoio, salários insuficientes para manter uma rede de apoio, desemprego e muitos outros.

Explicação biológica

A decisão vem, na maioria das vezes, na volta da licença maternidade. Mesmo assim, outros estudos apontam que a vontade de empreender pode surgir em outros momentos também. No livro Minha mãe é um negócio, elas trazem um estudo da Universidade de Londres que diz que durante a gestação o cérebro da mulher reduz de tamanho e volta ao tamanho normal em seis meses. Com esse processo em que o cérebro se contrai, ele se modifica, se reorganiza e quando volta a crescer aumenta a capacidade de memorização, concentração e aprendizagem.

Com isso, a mulher se torna muito mais dinâmica, mais habilidosa, mais sensível e competente. Essas mudanças acontecem para que possamos cuidar dos filhos, ao passo que também são habilidades valorizadas no meio corporativo e que têm tudo a ver com o empreendedorismo.

Soluções do dia a dia viram ideias de negócios

Além disso, tem um outro lado. A mulher que é mãe passa a olhar o mundo de uma forma diferente. E esse novo olhar gera negócios. Mãe, quando vai a um restaurante, por exemplo, olha as quinas das mesas, o espaço kids. Então os negócios pensados pelas mães quase sempre estão relacionados com melhoras em sua nova realidade: é a fralda mais saudável e sustentável, a roupa mais confortável, o brinquedo que valoriza a infância. Problemas do cotidiano geram ideias de soluções que viram negócios.

Temos diversos exemplos desse tipo de negócio e também aquelas em que a mãe utiliza algum talento esquecido ou que era apenas um hobby. E quantas mães não reinventam suas profissões atuais lançando no mercado novos produtos e serviços sob uma nova ótica que adquirem após a maternidade.

Empreender depois dos filhos: qual a diferença?

A maioria das mães se deparam com o empreendedorismo junto com o nascimento dos filhos, naquele momento em que se pegam sem querer voltar para o emprego tradicional que não se encaixa mais na sua nova vida de mãe.

Costumo dizer que empreender é muito mais que montar um negócio, é um novo estilo de vida e que tem tudo a ver com a maternidade.

Mães são empreendedoras natas, é só parar uns minutinhos e olhar para a maternidade pra ver como ela e o empreendedorismo têm coisas em comum. O livro Minha mãe é um negócio, retrata bem essas semelhanças.

E quando surge a ideia de montar um negócio, todas essas habilidades adquiridas na maternidade e que ajudam no empreendedorismo devem ser levadas em consideração, mas também devem ser analisadas as dificuldades que se encontra quando se quer empreender e maternar.

Lidar com planos, planejamento, contas, marketing, coisas que muitas, nunca haviam ouvido falar. Na maioria das vezes a mãe que começa a empreender precisa acumular algumas funções e aprender algumas delas.

Adequar-se à nova rotina buscando o equilíbrio entre a maternidade e o trabalho, é outro desafio comum que as mães empreendedoras encaram. Estabelecer uma rede de apoio é fundamental para o processo de desenvolvimento de um negócio paralelo com a maternidade, assim como buscar qualificação sempre.

A boa notícia? Projetos como o Empreender Materno com cursos voltados para este público, grupos de apoio, coworkings maternos, feiras destinadas às mães empreendedoras, inciativas de bancos e governo e até o espaço maior na mídia, mostram que o empreendedorismo materno é viável, possível e que veio pra ficar.

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Lista de enxoval sincera: o que a gente compraria para um terceiro filho

Acho lista de enxoval uma coisa muito pessoal. Por mais que a gente pegue dicas e sugestões daqui e dali, cada família tem sua dinâmica e consequentemente suas necessidades. E eu acho que é algo tão pessoal de verdade que acredito a gente só vai aperfeiçoando no outro filho, se houver.

Com a gente foi assim: na Júlia pegamos uma lista totalmente genérica e compramos um monte de coisas que nunca usamos. Na vez da Isadora, nós já tínhamos uma certa experiência, fizemos uns ajustes, não tivemos nem metade das coisas da Juju e adivinhem? Se tivéssemos um terceiro filho, ainda teria muitas adaptações, fomos eliminando mais coisas e acredito que ficaria mais ou menos assim:

Berço simples

E aqui pode ser qualquer modelo mesmo, desde que seja seguro. Aqueles que podem ser acoplados na cama dos pais são geniais, acho que facilitam muito a vida, principalmente a noturna e a amamentação. O bebê pode ser prontamente atendido, dá uma sensação muito grande de segurança, a gente pode acompanhar tudo que está acontecendo ali do nosso ladinho e ainda ter mais momentos de descanso.

Além disso, as recomendações atuais da Associação Americana de Pediatria são favoráveis ao hábito do co-sleeping, pois o risco de morte súbita entre os recém-nascidos seria 50% menor.

Também temos um post, meio antiguinho, mas que conta a nossa experiência com a cama compartilhada aqui em casa.

Sling

Item de primeira necessidade, não sei mais o que faria com um bebê sem um sling, mas acho que dessa vez procuraria um wrap com o tecido mais firme, usamos muito este modelo, mas chegou uma hora que o tecido cedia bastante e não ficou mais confortável.

Dos outros modelos, o pouch e o cnaguru, com certeza repetiríamos a dose. Também tenho um post que falo dos modelos de sling e no canal do YouTube que também falo de maternidade tem vários vídeos sobre o assunto.

Carrinho fácil de fechar e leve de carregar

Está aí um dos erros que repetimos nas duas vezes, comprar um carrinho grande e pesado demais. Acho que carrinhos são úteis e muito em diversas situações. Apesar do sling ser extremamente versátil, muitas vezes um carrinho era muito útil para nós, mas na nossa realidade algo que fosse mais leve, fácil de abrir/fechar e carregar.

Banheira inflável

Eu não conhecia esses modelos de banheiras infláveis, vi recentemente em um evento numa loja e fiquei apaixonada. Eu não testei, e como disse, esta é uma lista fictícia que eu faria rs… com as duas meninas usamos aquela banheira com trocador da Burigotto e são excelentes, o trocador dá para tirar e colocar em outro lugar e não muito práticas. O único problema é que ocupa um espaço considerável e usamos por pouco tempo no suporte. Na Isadora por exemplo, alguns banhos era no chuveiro e outros no balde, então, acredito que uma inflável em local seguro e confortável faria o mesmo efeito.

Ofurô ou balde de banho

Outro item que usamos demais na Isadora e foi muito bom, portanto repetiríamos a dose. Os banhos de balde sempre a acalmaram muito e dávamos como parte da rotina da noite (intercalávamos com banhos no chuveiro) ou quando estava muito quente. Ela usou até grandinha e valeu muito a pena. Há muitas marcas no mercado e você encontra de R$40 até R$400 ou mais, dependendo da marca, do tamanho e etc.

Móveis

Não acho ruim comprar os infantis, acho até que são mais seguros já que foram feitos para ambientes infantis, mas não são itens de primeira necessidade, até porque, com dois filhos, a gente só precisaria arrumar um espaço no armário já existente.

Acessórios

Acho que esse foi um dos nossos maiores erros, comprar muitos acessórios antes da hora que não tiveram muita utilidade prática para nós. Minha dica aqui é, vá devagar, tem muita coisa no mercado, muita coisa bacana mesmo, mas que não é útil para todo mundo.

Se fosse fazer novamente uma listinha de enxoval na vida, com certeza faria uma lista de todos as coisas legais que vejo por aí, mas só compraria na hora da necessidade.

Roupas

Está aí um item que super acertamos com a Isadora, investimos em peças de roupas confortáveis (body é vida gente) de boa qualidade e algumas poucas peças para “sair”. Bebês crescem muito rápido e muita coisa sem nem chegarmos a usar, então compraria o básico e iria complementando de acordo com a necessidade.

Outros itens

Panos, muitos panos, meias, almofada de amamentação (aqui recomendo a Meu Nani, tem um vídeo no canal falando sobre ela), itens de segurança como cadeirinha para carro, são imprescindíveis, claro.

E claro que quero saber, se você tivesse mais um filho, o que colocaria na lista de enxoval?

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Meu sim para o brincar

Dia desses li o relato de uma mãe em um grupo de mães empreendedoras que dizia que ela passaria tranquilamente 18 horas trabalhando, mas muitas vezes não consegue ficar 18 minutos brincando com o filho.

Eu a entendi perfeitamente. Brincar nem sempre é fácil pra mim. E quando eu digo brincar, é brincar de verdade, não é brincar enquanto cuida, enquanto dá banho, enquanto dirige, o que me refiro e acredito que a mãe do grupo também, é o de se entregar por inteiro àquela brincadeira.

De fato, muitas vezes eu preferiria trabalhar, sentar, escrever, criar. Meu trabalho me satisfaz de uma forma absurda. Mas, por mais que seja difícil no começo, quando eu me deixava brincar de verdade, seu sentia a mesma intensa e imensa satisfação, e a vontade de passar longas horas ali brincando. Ambas as situações me transportavam para um outro lugar.

E há algum tempo eu vinha me dedicando a entender melhor essa minha relação com o brincar (de verdade) e no meio dessa jornada li o livro da Shonda Rhimes, intitulado, O ano em que disse sim, e tem até a resenha dele aqui no blog.

Em um de seus capítulos, a Shonda conta de um sim muito especial que ela passou a dizer: o sim de brincar com suas filhas. Ela é mãe de 3 meninas, criadora de séries de muito sucesso, autora talentosa e reconhecida, produtora de outros programas, além de outros projetos e uma das mulheres mais poderosas da TV americana.

Ela conta que fez um acordo com ela mesma, e todas as vezes que uma de suas filhas a chamassem para brincar, ela diria sim. Claro que no começo não foi fácil e não o é em diversas situações, mas o mais emocionante são os resultados que ela conta, não só na relação dela com as filhas, mas na relação dela com o mundo e consequentemente com o trabalho.

Em outras palavras, ela quis dizer que aqueles momentos em que brincava de verdade com a filha, mesmo que fossem 15 minutos antes de ir a um prêmio, fizeram total diferença na vida dela de mãe, de mulher e de profissional.

Comecei a refletir a forma com que estava levando o brincar com as minhas filhas, sem fazer stories, sem gravar vídeos, sem olhar o celular, e comecei a dizer sim. Fiz um trato com elas e comigo, como o que a Shonda fez.

Estava esperando para escrever este texto, porque queria muito dizer com mais propriedade dos benefícios dessa experiência e só posso dizer que sinto muito por não ter começado antes.

Não quer dizer que eu não brincava, nem que não me desligava, mas com o fato de dizer sim para minhas filhas quando me chamam para brincar, criei um com compromisso elas e comigo mesma. De me forçar a desligar do trabalho, do que tem que ser entregue, do que tem que ser planejado.

Nem todas as vezes é fácil, nem todas as vezes é rápido, mas o meu acordo com isso me ajuda a manter o foco, a persistir e quando vejo, já estou lá usufruindo desses momentos tão únicos e tão especiais na minha vida e na vida das minhas filhas.

Tem me ajudado a relaxar, a me sentir mais conectada com elas, mais feliz como mãe e como pessoa, mas também têm me dado ótimos frutos no trabalho, onde me sinto mais tranquila para criar, mais criativa e mais conectada com meus objetivos.

Para quem não quiser ler o livro, mas se interessou pelo assunto, tem uma palestra da Shonda em que ela fala do livro, mas foca nesta experiência em especial, vale demais assistir:

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Sempre há duas formas de dizer a mesma coisa

Entre as muitas (e muitas) coisas que a minha mãe falava quando a gente era criança, sobre a vida, sobre as relações, tem uma que ando lembrando com uma certa frequência, e com isso eu quero dizer quase todo o tempo depois que tive as meninas.

Quando a gente falava alguma coisa com mais rispidez, ela dizia: “sempre há duas formas de dizer a mesma coisa. Podemos falar com mais carinho, responder com mais calma, alertar com mais empatia.”

Por diversos momentos na vida esse ensinamento da minha mãe me salvou de muitas situações. De brigas desnecessárias, de magoar pessoas. Outras vezes, ele mesmo me fez remoer de arrependimento quando eu não lembrara dele e deixei a raiva tomar conta e desatei a falar a primeira coisa que vinha à mente.

Depois que fui mãe, esse conselho fez ainda mais sentido pra mim. Nessa aventura chamada maternidade, a gente entra um trem, e muitas vezes, com o passar dos dias, o cansaço acumulado, a rotina, acaba nos deixando meio no automático.

A gente esquece que pode dizer as coisas de outro jeito. E precisa ser só na hora de chamar a atenção, mas na hora de dizer que ama, que eles são importantes pra gente e também na hora de passar algum ensinamento que a gente tanto preza.

E aqui eu vou usar o exemplo do “há sempre duas formas de dizer a mesma coisa”. Enquanto escrevia este texto parei para analisar o porquê dessa frase ficar tão marcada na minha mente, e hoje eu sei que foi por dois motivos.

O primeiro é que era uma instrução simples, mas com um valor profundo.

Sempre há duas maneiras de dizer a mesma coisa, ou mais! Claro que, hoje eu entendo que existem muitas e muitas formas de dizer a mesma coisa, mas para que compreendêssemos seu ensinamento naquela idade, ela preferiu simplificar a coisa toda! E essa simplicidade fez com que enraizasse em nossa mente!

Eu só entendi o recado porque ele era simples, direto, prático e fazia um sentido enorme.

O outro foi porque além de falar a minha mãe fazia. Percebia que por mais estressante que fosse a situação ela sempre procurava uma segunda maneira de dizer as coisas. Nem sempre conseguia, ela é humana, mas tentava e isso era marcante em minha mente.

Se sempre há duas maneiras de dizer a mesma coisa, no caso dos filhos, o exemplo seja talvez o melhor deles. Como dizem por aí: a palavra convence, mas o exemplo arrasta.

Que a gente possa lembrar sempre disso! Que há sempre duas maneiras de dizer a mesma coisa, com amor, mais respeito, mais empatia.

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A maternidade e todos os seus sentimentos contraditórios

Perto do Dia das Mães esse ano, meu celular foi invadido com centenas de mensagens relacionadas à data. Em uma delas, havia um vídeo em que a pessoa recitava um poema que contava o quanto das mães podem ser contraditórias.

Uma hora falam uma coisa, e já voltam atrás. “É alegria no choro, é carinho na raiva. Jura que nunca mais e no minuto seguinte promete que vai ser pra sempre.” Dizia o texto. A justificativa? “Que filho não vem com manual de instruções e que para conduzir os filhos no mundo é preciso ir aprendendo no caminho.”

Achei engraçado porque vi muito da minha mãe nele, e me vi muito nele também. A maternidade me trouxe uma série de sentimentos contraditórios. A começar por um monte de coisas que eu disse que não faria.

Se numa hora desejo que o tempo voe para que um dia ruim termine logo, em seguida, torço pra passar tudo bem devagarinho para que não cresçam tão rápido.

Se desejo em alguma momento que sejam logo maiores e mais independentes, em outro, se tivesse um único desejo pediria para que fossem crianças pra sempre.

Torço para que durma logo, mas vou lá quantas vezes na cama para verem se estão bem.

Quantas vezes digo que quero ficar sozinha, mas é só a casa ficar em silêncio que fico procurando por elas.

A maternidade me trouxe medos, muitos medos. Trouxe um medo muito grande da morte, mas também me trouxe uma coragem que nem imaginava que tinha para enfrentar a vida.

Trouxe preocupações, mas também trouxe leveza.

Deixou minha vida muito mais complicada, mas como pode, depois das minhas filhas, a vida ficou muito, mas muito mais simples.

A maternidade, ao mesmo tempo que me trouxe novos sonhos e fez valer a pena tudo que foi vivido.

Ao mesmo tempo que me fez uma nova mulher, me faz resgatar tantas coisas da minha vida.

Ser mãe me faz ter tanta saudade do que eu era, mas me fez amar ainda mais quem me tonei.

A maternidade me trouxe muitas dúvidas, diariamente, mas me traz todos os dias inúmeras certezas.

 

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[Mãe Empreendedora] Como flexibilizar o horário de trabalho sem se perder

Se você fizer uma pesquisa sobre os motivos que levam as mães a quererem empreender, entre eles com certeza ouvirá a palavra flexibilidade, falamos disso no post Por quê as mães querem empreender. São muitos os trabalhos hoje que possuem a possibilidade de adequar seu horário de trabalho à rotina da mãe empreendedora, alguns mais, outros menos.

Acontece que muitas vezes, justamente a possibilidade de flexibilizar pode ser uma armadilha. Surgem imprevistos, as horas passam rápido e mal conseguimos trabalhar. No fim do dia fica aquela sensação de que era mais fácil quando batíamos ponto na empresa.

Junto com a liberdade vem uma grande responsabilidade de saber gerenciar e flexibilizar de maneira correta o tempo de trabalho, porque, por mais que tenhamos optado pelo empreendedorismo para ter flexibilidade, a empresa precisa de dedicação sim, e exige muitas vezes muito mais tempo do que em nossos antigos empregos.

E ainda tem o outro lado, tem as vezes em que queremos compensar trabalhando todo o tempo, e aí aquela razão de estar mais perto dos filhos se torna um grande estresse.

Anote seu tempo de trabalho

É importante que você anote e tenha noção de quanto tempo se dedica ao trabalho no dia. Você pode controlar isso em uma planilha, na agenda ou em um caderno. Aqui por exemplo, meu horário de trabalho é bem picado por causa dos horários das meninas, mas eu tenho uma meta semanal mínima de horas de trabalho.

Como eu faço: eu anoto na agenda as horas trabalhadas em cada turno e depois passo tudo isso para uma planilha onde tenho uma visão geral. Se em um dia eu trabalhei menos por qualquer motivo, tento compensar no outro e por aí vai. A ideia aqui é ter um equilíbrio. Claro que em muitos momentos, há a necessidade de se trabalhar mais por alguma demanda. Mas dessa forma, no dia a dia eu consigo ter um equilíbrio maior do tempo dedicado ao trabalho e às outras coisas.

Divida suas tarefas por nível de concentração

Em todo negócio temos sempre aquelas tarefas que exigem um nível maior de concentração e outras que conseguimos fazer quase que no piloto automático. Ou seja, tem aquelas que vamos precisar nos desligar um pouco do que está acontecendo ao nosso redor e outras que podemos fazer com mais facilidade. Se você conseguir identificar cada uma dessas tarefas, sua execução fica mais simples e pode ir adiantando algo nos momentos que puder.

Por exemplo, escrever é algo que preciso de mais concentração, assim como fazer os planos de ação das clientes. Essas tarefas só faço quando as meninas estão na escola e eu fico sozinha concentrada. Agora, responder comentários das redes sociais por exemplo, eu consigo fazer sem precisar me desligar do mundo ao meu redor.

Para gerenciar tarefas eu uso o Todoist e lá eu coloco as etiquetas de baixo e alta concentração para me guiar na hora da execução.

Tempo para cada coisa

Eu sei que somos capazes de fazer muitas coisas ao mesmo tempo e em muitos momentos do dia fazemos isso. Outras vezes precisamos fazer, mas seria muito bom se não fosse uma regra. Eu sei que dentro do empreendedorismo materno há muitas realidades, por isso é até difícil falar de algo ideal. Mas dentro da possibilidade de cada uma, ter um tempo destinado somente ao trabalho seria muito bom! Isso porque, sem interrupções conseguimos focar e sermos mais produtivas, sobrando mais tempo assim para ficar com os filhos, dentro da possibilidade de cada um, claro.

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Vamos falar de tristeza no pós-parto? Principais dúvidas e relato sobre o baby blues

A tristeza pós-parto ou baby blues como também é conhecida pode ser vista por muitas como ingratidão, mas nada mais é do que uma fase de adaptação do novo momento de nossas vidas. Trata-se de uma tristeza, uma melancolia e uma culpa enorme pelo aparecimento de todos esses sentimentos. A causa é em sua maioria são as bruscas alterações hormonais pelas quais passamos nesse período, além é claro das alterações emocionais.

É uma fase totalmente nova que se inicia, costumo dizer que minha vida mudou com o positivo, mas nada se compara com ter o bebê nos braços. É literalmente uma nova vida e como tudo que é novo nos exige uma fase de adaptação. É a gente se reconhecendo como mãe, aprendendo a lidar com uma situação inédita pra nós. Ou mesmo no caso do segundo filho, lidamos com questões novas que não conseguimos prever.

Como foi comigo

Aconteceu comigo, fique tranquila, não é só com você. Acontece com muito mais mulheres do que se imagina. O grande problema é que quase nunca se fala sobre o assunto. Acredito que poderia ter sido mais fácil se eu tivesse tido mais informações, mais relatos, porque eu me sentia muito culpada. Minha médica falou um pouco, mas quem realmente conseguiu me explicar o que se passava foi minha mãe.

Depois com o tempo que fui ver vídeos e conversar com outras mães e na segunda gestação já entendia que poderia acontecer de novo, e apesar de ter sido mais intenso, eu sabia que iria passar. Além disso, pude contar com o apoio da minha psicóloga que me acompanhou e estava sobreaviso caso os sintomas evoluíssem. Mas das duas vezes, toda aquela tristeza não durou mais que 15 dias.

Dá para evitar?

Por se tratar de questões hormonais, e ser bem comum, não é algo que a mulher pode evitar, mas a família e as pessoas próximas precisam entender para dar o suporte necessário.

Também não é algo que acontece com todo mundo (apesar de muitas não gostarem de falar sobre) e nem na mesma intensidade, mas saber que é normal e que muita gente passa por isso, nos ajuda a passar por essa fase.

Quanto tempo dura? Quando é hora de procurar ajuda profissional? 

O tempo médio são de 5 a 20 dias, assim como o baby blues chega do nada também vai embora, é impressionante.  

Para minha psicóloga quando conversei com ela sobre o assunto, a hora de procurar ajuda é quando os sintomas ultrapassem o primeiro mês ou quando a mulher está sofrendo muito. nesses casos é imprescindível procurar ajuda e verificar se o que está ocorrendo não é uma depressão pós-parto. Mesmo assim, a qualquer momento você pode e deve procurar ajuda profissional se sentir necessidade.

Aqui tem uma entrevista completa que fiz com a Camila (minha psicóloga) sobre o assunto. 

Do que precisamos

Em primeiro lugar de informação, de conhecer o assunto e saber que pode ocorrer. Em segundo lugar, de amor, de acolhimento e apoio. Julgamentos não ajudam, porque a mulher já se culpa muito por estar triste, o que ela precisa é de colo e paciência. <3

Tem vídeo

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A beleza de uma mãe

Uma noite dessas, minha filha caçula foi para a nossa cama. Como de costume, a deixamos terminar de dormir ali. Tinha sido um dia muito cansativo aquele, início de ano letivo, adaptação escolar, trabalho, casa, coisas a resolver e eu estava exausta, mal conseguia manter os olhos abertos para falar com ela. Meu marido pegou água pra ela e ela se deitou perto de mim para dormir.

De repente, sinto umas mãozinhas em meu rosto, tento abrir os olhos para ver o que ela queria quando escuto somente o: mãe, você é tão linda! Eu não consigo descrever a emoção que senti.

Nesse mesmo dia, após deixá-las na escola e correr para resolver algumas coisas na rua, antes de pegá-las na adaptação, eu havia me olhado no espelho. Sobrancelhas sem fazer, olheiras que já não saem mais nem com uma grossa camada de maquiagem. Cabelos sempre presos. O cansaço resultado de uma nova fase que se inicia, cheia de adaptações que estava nos sugando muito.

Mas o que minha filha viu ali? Viu a mãe! Viu o colo que ela sempre tem não importa o quanto ela pese, viu o cheirinho no pescoço quando ela acorda, viu o carinho na cabeça quando vai dormir, viu o cuidado de quem não arreda o pé de perto dela quando precisa passar por alguma situação nova.

Viu quem abriu mão de muitas coisas por ela, quem passa noites em claro quando está doente, quem passa longe, muito longe da perfeição, mas que se esforça para ser um pouquinho melhor a cada dia.

Viu a mulher que a gerou na barriga e no peito. Viu quem faz tudo por ela, que daria sua vida sem nem pensar.

Minha filha não me vê como eu! não enxerga todos os meus defeitos, nem toda minha cobrança. Não vê meu desânimo por muitas vezes não ser a mãe que eu queria ser.

Ela me vê em alma! Ela vê meus esforços, ela vê meus erros, mas vê também toda minha vontade de acertar. Vê minhas muitas limitações, mas vê principalmente que faço tudo que está ao meu alcance.

A minha beleza pra ela está na disponibilidade de amá-la e isso basta pra ela.

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A maternidade e nossa relação com o tempo depois dos filhos

Um dia, bem antes de imaginar ser mãe, li um texto que falava que depois dos filhos os dias são uma eternidade, mas os anos, ah! Esses passam voando. Não dei o menor crédito para aquilo até que esses dias minha filha caçula fez três anos.

Como assim T-R-Ê-S anos? Foi o que me perguntei quando vi a data no calendário. A sensação é de que não faz muito tempo ela vinha para meus braços no dia em que nasceu. Aquele pitoquinho de gente!

De fato lembro de ter muitas dias intermináveis! Lembro, mesmo que com um certo esquecimento das coisas no geral, como eram difíceis algumas fases. Dias em que as cólicas estavam mais intensas, o cansaço batia com força e os minutos se arrastavam no relógio. Dias que você não vê a hora de terminar com a esperança de que um outro dia novinho fosse melhor. E agora olhando assim, parece que passaram tão rápido e bate aquela saudade enorme daquele tempo que não volta.

Mas, a verdade é que a maternidade muda totalmente nossa relação com o tempo, em todos os sentidos, vamos ser justas, havia sim a.queles dias que eu rezava para se eternizarem, desejava que o tempo passasse bem devagarinho mesmo para aproveitar ao máximo cada segundinho.

E mesmo que a maioria dos dias pareçam intermináveis e cansativos, os anos passam aos nossos olhos num piscar. E aí vem aquela saudade e aquela vontade de parar, de voltar e aproveitar de novo cada momento.

O valor do tempo muda totalmente, estabelecemos outras prioridades, mudamos a forma de contar e de nos relacionar com ele. Já reparou que depois dos filhos o nosso tempo passa ter sempre relação com eles? “Faz dois anos depois que a Isadora que comecei a trabalhar pra mim.” Sempre repito isso.

Sabemos que nossas escolhas agora têm um impacto diferente me nossas vidas e na vida de outras pessoas. Começamos a perceber o quanto o tempo é sagrado, é valioso. Aliás, é o bem mais valioso que temos.

Sempre que a rotina parece nos engolir, porque gente, o dia a dia com filhos pode ser alucinante, sempre que o cansaço bater a porta e os dias parecerem não ter fim, basta olhar pra trás e ver que o tempo é aquele famoso presente que, ou usamos na hora ou já era! Ele não perdoa, não volta, não tem como negociar! Que saibamos usá-lo sabiamente! Respire e lembre-se sempre que eles serão crianças só uma vez!

 

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Não, você não precisa ser uma mãe empreendedora

Ah! A maternidade e suas idealizações. Dentre tantos modelos de maternidade perfeita o empreendedorismo materno é talvez a mais nova delas. Trabalho em um projeto voltado para este nicho há quase 3 anos. Vi muita coisa surgir e crescer dentro desse movimento.

Vi e vejo todos os dias mulheres se redescobrindo, resgatando aquele talento que tinha ficado ali guardadinho, superando as próprias expectativas, mas principalmente transformando, mudando as coisas ao seu redor, a relação com o trabalho (mesmo com todas as dificuldades), mudando sua definição de sucesso, o meio em que vive e vivendo sim com mais presença na vida dos filhos. Infelizmente nosso sistema de trabalho é ingrato, é injusto, nem de longe apoia e entende a importância do aleitamento materno, da presença dos pais na vida dos filhos.

E assim como todos os caminhos, empreender pode e é (em muitos casos) um caminho lindo, de realmente fazer a roda girar diferente. É fácil? Não! É rápido? Não! É pra todo mundo? Não! E é aí que mora o perigo. O problema é quando se afirma o empreendedorismo como o caminho das flores, onde tudo são rosas e como a salvadora da pátria para toda e qualquer pessoa.

Pra ter tempo realmente de qualidade, vamos passar muitas madrugadas trabalhando, você precisa de apoio, de alguém que segure as contas, de um bom planejamento financeiro. Você vai precisar aprender a lidar com produtividade, com tempo, e com tecnologia que pode automatizar muitas funções. Mas nem de longe isso acontece do dia para a noite. Nem de longe é fórmula e muito menos para todo mundo.

O perigo mora quando se cria um esteriótipo de que, para ter mais tempo de qualidade com os filhos a única maneira é empreender. Não gente! Este não é o único caminho e pode não ser o seu caminho.

É preciso entender que empreender depois dos filhos é o caminho do meio. Não é a salvação e nem a pior coisa do mundo. Onde se tem muito a ganhar, muitas possibilidades de realização, mas também muitas outras coisas que precisam ser levadas em conta.

Em segundo lugar que a rotina de uma mãe empreendedora é punk sim! Pelo menos da grande maioria que conta com uma mínima rede de apoio. É preciso inovar, rebolar e malabarismos para fazer as coisas funcionarem. Quantas e quantas vezes se recorre à TV, ao tablet ou deixar elas tirarem todas as panelas do armário para responder aquele e-mail?

Conheço muitas mães empreendedoras, trabalho com elas. Conheço mulheres incríveis que buscaram curiosas mais informações sobre o tal do empreendedorismo materno. Muitas delas começaram e perceberam que nem de longe se encaixava na rotina delas. O “ter mais tempo de qualidade com os filhos” significava não ter mais tempo pra nada. Muitas falavam que estar trabalhando fora era o caminho para chegar em casa e estar de fato com os filhos. E tudo bem!

Outras se desdobram na rotina, mas o fato de poderem controlar o trabalho, de levar ou buscar os filhos na escola, de poder acompanhar cada descoberta de perto, vale todo o esforço.

É válido sempre lembrar que os filhos não são a única razão que levam muitas mulheres buscarem o empreendedorismo, escrevemos sobre isso aqui! Apesar de claro de ser a principal razão.

No mais, há muitas coisas que precisam ser levadas em conta em qualquer decisão, ainda mais as que envolvem fatores tão importantes na vida da gente! Mas o mais importante é estar em paz com ela!

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Depois da maternidade…nasceu uma empreendedora

Ao contrário do que muita gente pensa, empreender vai muito além da abertura de um negócio. Empreender é atitude, é um estilo de vida e tem ligação com um modo inovador de pensar, de encontrar soluções criativas, uma maneira inspiradora de viver.

Mães são empreendedoras por natureza. A rotina materna exige isso: criatividade, produtividade, inovação, inspiração. Descobrimos talentos que antes nem imaginávamos que tínhamos.

Esse novo jeito de olhar, impacta nossa vida como um todo, e claro que tudo isso também influencia em nosso lado profissional. Existem muitas pesquisas que mostram como a mulher adquire novas habilidades e competências muito apreciadas pelo mundo corporativo, depois de se tornarem mães, como empatia, melhor capacidade de planejamento, raciocínio e resolução de problemas.

Muitas, assim como eu, resolvem pegar essas atitudes empreendedoras e abrir um negócio próprio. Esta escolha sem dúvida nenhuma é facilitada pelo fato de sermos mães. Sempre quis ter um negócio, comecei trabalhando em projetos pessoais mesmo trabalhando em empresas privadas, mas a maternidade, sem dúvida nenhuma me trouxe a coragem e determinação que precisava para empreender em meu próprio negócio.

É como se tudo conspirasse para esse caminho: habilidades novas, uma força de vontade imensa de fazer a diferença em nossa sociedade, a vontade de acompanhar o desenvolvimento delas e ideias que não paravam de borbulhar na minha cabeça.

Por causa do meu trabalho eu conheço muitas mães empreendedoras e diante de tantas histórias sempre vejo algo em comum: seus negócios começaram com uma maneira criativa de resolver problemas relacionadas à nova vida materna.

A maternidade é mesmo surpreendente, quando pensamos que já vimos e sentimos tudo, vem ela e nos mostra novos talentos, novas habilidades, novas formas de trabalho, novas formas de ver e viver a vida.

Maternidade e Família

5 lições sobre empreendedorismo que aprendi com minhas filhas

Empreender sempre foi um sonho, mas só depois da maternidade que nasceu a coragem e grande motivação de tornar esse sonho realidade. Hoje eu mantenho alguns projetos, a maioria online, e claro, que surgem muitas dificuldades e desafios a superar. Aí, quando bate aquela vontade doida de desistir e largar tudo, eu volto o olhar para as grandes razões disso tudo existir: minhas filhas.

Nelas, além de inspiração, motivo e força, eu encontro muito aprendizado. Aprendizado sobre a vida, e também, muito aprendizado sobre empreendedorismo. Sim! As crianças não sabem, mas elas ensinam muito mais do que temos a passar a elas.

Hoje, separei 5 desses ensinamentos que elas me passam e que me fazem persistir e não desistir dos meus, dos nossos sonhos.

1- Observação: as crianças são excelentes observadores, observam tudo e aprendem com tudo que observam, os brinquedos, o mundo, nossas atitudes e aprendem muito com elas. Quem já é empreendedora sabe, que a observação tem muito valor em um negócio. Observar seu público-alvo, seus concorrentes, sua forma de trabalho, observar a si mesmo e o mundo que te rodeia, faz muita diferença e fornece muita bagagem na hora de tomar decisões.

2 – Aproveitar todas as oportunidades de aprendizado: repare bem como as crianças estão sempre dispostas a aprender e veem aprendizado em tudo. Quando a gente empreende precisa estar em constante atualização, aprendendo sempre e em tudo. E não falo somente de cursos, falo de toda e qualquer oportunidade que surgir, seja sim em cursos e eventos, seja em um bate papo com alguém que entende de algo que quer aprender, seja com nossos erros, com nossos acertos e por aí vai.

3 – Encontrar um jeito: já aconteceu com vocês de ver seus filhos fazendo mil e uma peripécias para conseguir algo que eles querem? E a gente chega e se pergunta: como conseguiram fazer isso? Pois é, eles deram um jeito. Quebraram a cabeça, testaram e conseguiram o que queriam. Muitas vezes é preciso encontrar um jeito, pensar, trocar ideia, errar, tentar de novo, empreender é um ótimo exercício de criatividade, e nisso, as crianças são professoras.

4 – Persistência: aqui em casa tenho duas filhas, a caçula está começando a brincar com peças de encaixar. É incrível e totalmente inspirador a persistência dela em encaixar alguma coisa. Se concentra, pega, tenta, às vezes fica brava, mas logo volta a se concentrar e não desiste até conseguir. Nem preciso dizer que persistência e empreendedorismo são praticamente sinônimos né? rs….

5 – Paixão por aquilo que se faz: as crianças são apaixonadas por tudo que se propõem a fazer, fazem com gosto, com entusiasmo e alegria sempre. Aquele brilho nos olhos delas é inconfundível. Para empreender, o brilho nos olhos pelo que faz é que vai tornar o caminho muito mais gostoso de ser percorrido.

Maternidade e Família

Filhas, vocês não sabem, mas…

… todas as noites eu me levanto algumas vezes para verificar como estão dormindo.

… basta um abraço de vocês e tudo passa a fazer sentido.

… um sorriso é capaz de fazer qualquer dor desaparecer.

… eu agradeço várias vezes ao dia por ser mãe.

… eu fico cheirando, abraçando e beijando vocês várias vezes ao dia, porque não sabem o bem que isso me faz.

… não queria que crescessem tão rápido

… o amor que tenho aqui é tão grande, que às vezes acho que não posso carregá-lo.

… depois de vocês, descobri uma força tão grande, que até então, nem imaginava que pudesse existir.

… muitas vezes acho que não mereço tanto.

… vocês me ensinam muito mais do que eu seria capaz de ensinar a vocês.

… por vocês daria minha vida, sem nem pensar um segundo.

… ser mãe foi um susto, mas foi a melhor coisa que poderia ter me acontecido.

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Carta à gestante sobre amamentação

Querida gestante, com certeza em algum momento da sua gestação deve ter se perguntado como será amamentar, que sensação é essa que muitos descrevem de nutrir emocionalmente e fisicamente seu maior bem. Também já deve ter ouvido muitas histórias, umas boas de sucesso, de amamentação sem grandes dificuldades. Outras, que a amamentação é difícil e sofrida.

Eu, queria te dizer que, a amamentação, assim como muitas outras vivências da maternidade são experiências e por isso elas são únicas e exclusivas. Nada nem ninguém pode te dizer como será a sua. Mas tem uma coisa que todo mundo pode te dizer com toda certeza: se informe.

Isso porque, independente de como será a SUA experiência inicial, a informação que tiver pode te levar para um ou outro caminho. A informação e o apoio são as chaves para você ser uma das pessoas que vão contar experiências boas de amamentação. E as experiências boas nem sempre são isentas de dificuldades, mas são de superação de desafios.

Toda a informação (de qualidade) que puder buscar, busque agora! E isso não vale só para a amentação, vale para todas as outras experiências maternas. Anote números de telefone de profissionais que possa precisar, se integre a grupos de apoio, busque sua rede de apoio.

Eu tive duas experiências diferentes de adaptação à amamentação. Uma difícil e outra tranquila. Olhando pra trás, o que fez a diferença entre elas foi a informação que eu tinha acumulado ao longo do tempo. Apesar das duas terem sido incrivelmente mágicas, a informação fez toda a diferença.

Quando a gente se informa, sabemos o que está acontecendo, a gente se entrega melhor ao processo, escutamos melhor nossos instintos, buscamos ajuda (se necessário) mais rapidamente e sabemos exigir o apoio que precisamos, filtramos os palpites que muitas vezes não vêm por mal, mas vêm por falta da informação por parte das pessoas.

A você, gestante que está lendo este texto agora, desejo que tenha experiência tranquila e profunda, que possa se entregar à amamentação assim como a outras experiências maravilhosas que a maternidade nos proporciona.

Desejo que esteja cercada por gente de bem e lembre-se que você e seu filho irão construir uma história única, só de vocês que levará por toda vida!

Uma ótima Lua de Leite! Aproveite, pois passa rápido! 🙂

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Depois da maternidade…nasce uma nova filha

Nunca me esqueço do meu primeiro Dia das Mães como mãe. Como a Júlia nasceu no final de abril, uma semana depois já era comemorado esse dia. Eu estava muito feliz. Afinal, podia sentir em todo o meu ser, aquele amor, aquele cuidado, aquela devoção que eu só ouvia falar, agora na pele.

Foi muito emocionante, mas o que mais me emocionou nesse dia, foi olhar a minha mãe de igual pra igual. Tudo que a gente passa na gestação, parto, pós-parto já é uma amostra do amor e desafios que vamos encontrar nessa viagem linda chamada maternidade. E agora, eu a entendia.

Nossa cabeça como filha, geralmente muda muito depois que nos tornamos mães. Começamos a sentir na pele, tudo, o que aquela mulher que te deu a luz sentiu. Começamos a não nos importar mais com algumas coisas e o modo como a vemos nunca mais será o mesmo.

As críticas são colocadas de lado. E a carreira que ela abriu mão que você tanto julgava como uma má escolha? E o modo como ela trata sua irmã mais nova, que você não concordava? E o carinho com que ela faz aquela sopa quando estava doente e você achava um exagero?

Entende agora né? Foi por amor. Tudo bem, nem todas as decisões por amor são as melhores, mas para mim, são tranquilamente justificáveis.

Naquele Dia das Mães, mesmo de resguardo, fiz questão de comprar um presente, mas fiz questão mais ainda de escrever um cartão, à mão.

No cartão, eu pedia perdão. Perdão porque eu não sabia o quanto ela me amava. Não sabia o que era esse amor gigantesco que ela sentia por nós três. Perdão pelos julgamentos, perdão por tudo e por nada.

Agora sim, eu a entendia e a compreendia em muitas coisas. Eu podia dizer, com conhecimento de causa, que ser mãe era a experiência mais maravilhosa e mais louca que uma mulher podia passar, e eu nunca mais seria a mesma, assim como ela não foi.

Acredito que ao nascer uma mãe, nasce também, para sempre, uma nova filha. Um modo novo de olhar a maternidade, em suas muitas faces.