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Vida e Cotidiano

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Como estou usando o Todoist para me organizar no momento

Eu já falei aqui do Todoist pra vocês, é um gerenciador de tarefas super prático e intuitivo. No post passado eu mostrei algumas maneiras que você pode usar o Todoist para se organizar. Mas talvez uma das coisas que eu mais gosto nele é sua versatilidade.

Mesmo na versão gratuita, você consegue customizá-lo de diversas formas, e claro que na versão paga, essas possibilidades se ampliam.

Já o usei de diversas formas. Já voltei ao modo antigo, já testei novos. Acho que tudo depende do momento, do que preciso dar ênfase, mas aprendi ao longo do tempo que o foco sempre seria deixá-lo o mais simples possível e ir direto ao ponto no dia a dia.

Com isso, comecei a dar ênfase logo de cara nos contextos e não nos projetos, inverti a ordem, ficando assim quando eu abro a tela:

Então logo de cara, com um clique já listo as tarefas que tenho que fazer no contexto em que estou. Lembrando que os contextos são dinâmicos, em determinados momentos que estou trabalhando, por exemplo com uma pessoa, eu crio um contexto para resolver coisas com ela, excluo contextos que não se encaixam mais e por aí vai. Dessa forma ficou muito mais fácil fazer isso também.

Claro que, muitas vezes, eu estou em contexto trabalhando, mas focada em um projeto e aí gosto de ter um visão de tudo que tenho que fazer nele, acaba sendo mais produtivo. Para solucionar isso, coloquei os nomes dos projetos ou áreas da vida nas etiquetas, ficando fácil reunir o que precisa ser feito em cada um deles.

As Rotinas e os Checklists são listas de verificação apenas. Gosto de ter sempre à mão para ver se não estou esquecendo de nada. Nas rotinas entram as tarefas rotineiras por frequência e por áreas da vida, mas juntas o que preciso fazer em todos os contextos. Mas Bárbara, e como você executa? Algumas tenho pregado na casa e outras se são muito espaçadas coloco lembrete a agenda, mas a maioria é rotina mesmo, a gente faz meio que no automático. Claro que, manter a lista em fácil acesso ajuda a gente a acompanhar e não esquecer de nada.

Nos checklists entram situações específicas e o que tenho que fazer em cada uma delas, por exemplo, checklist da revisão semanal, de arrumar uma mala de viagem, de como divulgar um novo projeto e etc. Servem para poupar tempo e ajudar a gente a não esquecer de nada.

Aí vem os Projetos que estão separados das tarefas. Dentro deles eu coloco as próximas ações, links para informações relevantes e etc, nesse caso eu uso as notas das ações que só tem na versão paga. Lembrando que nesse caso projeto é todo objetivo que demanda mais de uma ação. As tarefas de cada um deles, assim que eu as defino, vão para os contextos corretos acima.

Projetos em planejamento é uma coisa que eu fiz, porque me ajuda a ter uma ideia da fila e me facilita na hora de tomar decisões e de colocar um novo projeto para rodar. Nele, estão aqueles projetos prontos, mas que preciso de uma sobrinha de tempo para colocá-los em prática.

E aí vem a famosa listinha de compras que coloquei solta porque sempre me esquecia de olhar pra ela quando estava na rua e é compartilhada com o marido.

Na lista de Algum dia/Talvez ficam as ideias incubadas. Nela eu tenho subseções que facilitam o acesso na hora de olhar o que pode ser colocado em prática ou descartar. Ali fica tudo que quero fazer ou tenho que pensar melhor a respeito, mas que  não dá pra fazer no momento, mas que precisam sair da nossa cabeça.

Por fim, as Áreas de foco estão ali apenas para consulta, ainda preciso desenvolver melhor essa parte, mas gosto de consultá-las com frequência, sempre vejo que o barco tende para um lado em alguns momentos e tento pensar em estratégias para equilibrar melhor todos os papéis.

Da mesma forma acontece com os Objetivos, estão ali para me lembrar para onde devo remar.

Só relembrando que no Todoist só entram as tarefas sem data de execução, os compromissos ou aquelas atividades que preciso fazer em um determinado dia vão para a agenda!

Ficou alguma dúvida? Posso ajudar em algo mais? Só deixar aqui nos comentários que terei o maior prazer em responder.

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Dia 10 – Uma despedida e em breve um recomeço

Quando eu comecei este projeto aqui no blog de escrever todos os dias, nem imaginava todas as coisas que me aconteceriam enquanto ele acontecia. Pareceu até coisa de novela, mas coisas como a invasão do blog e o roubo da nossa casa estavam na lista.

E aí que teve dias que nem consegui sentar na frente do computador, me senti culpada por ter assumido o compromisso e no meio do caminho as coisas terem desandado desse jeito. Cheguei a pensar em nem sequer continuar, mas o que eu não percebia é que, as coisas estavam caminhando, me despertando e me levando para cumprir meu desafio, que fosse escrevendo aqui nele, no blog, nos projetos, no caderno da gratidão.

Em outras palavras, até as coisas ruins estavam conspirando a favor. As coisas foram melhorando, fui me sentindo mais motivada e feliz em escrever, fui perdendo o medo de expor alguns sentimentos, fui recebendo feedbacks de gente que se sentia feliz, torcia por mim e acompanha meu trabalho.

Por coincidência ou não, até os livros que fui lendo falavam de agir, de fazer, de colocar em prática. E olha, até o fato de termos sido vítimas de roubo em nossa residência, me levou muito a refletir sobre a brevidade dessa vida, nossa fragilidade e a importância do momento presente, da gente fazer, nem que seja um pouquinho por dia, nem que seja devagarinho, mas algo que nos leve para mais perto daquilo que nos propomos a fazer.

Uma conspiração de coisas que poderiam muito bem ter passado despercebidas, mas talvez o fato de que ter me colocado à disposição desse desafio, de fazer algo acabou me mostrando todas as oportunidades maravilhosas que encontrei pelo caminho.

Portanto, hoje, é o último texto desse desafio. Mais rápido do que imaginei, mas muito, muito mais intenso. Uma despedida com gosto de até logo!

Em breve começo um novo desafio, uma segunda parte, com um novo nome, porque o objetivo dele será diferente! Será os bastidores de uma jornada rumo ao meu livro, sim! Ainda não sei como vou fazer, mas quero sim, compartilhar cada passinho dele com vocês.

E fica então o convite para continuarem acompanhando toda a história, espero eu que tenha um final feliz. Por hoje, meu muito obrigada por estar acompanhando, espero vocês aqui quando tudo recomeçar.

 

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Quando finalmente entendi o “fazer acontecer” do GTD

Há algum tempo que eu venho estudando e tentando implementar o GTD. Digo tentando, porque, apesar de fazer isso há algum tempo e sentir muita mudança prática na minha vida, sinto que ainda tenho muito o que aprender e colocar em prática.

GTD é a abreviação de  “Getting Things Done” é um método de organização e produtividade pessoal criado por um americano chamado David Allen. O método se baseia no princípio de que uma pessoa precisa tirar as tarefas de sua mente e registrá-las em algum lugar. Desta forma, a mente fica livre do trabalho de lembrar de tudo o que necessita ser feito e pode se concentrar em realmente executar essas tarefas, para isso precisa criar um sistema de compromissos, listas de tarefas, arquivamento e etc. Além disso ele é divido em níveis, você começa por ter controle sobre sua rotina e projetos e vai subindo, até possuir um controle sobre suas áreas de foco e sua missão de vida.

Tudo isso está em um livro chamado A Arte de Fazer Acontecer (entendeu agora o trocadilho do título?), onde o David explica todo o método. Nas primeiras vezes que tive contato com o GTD achei extremamente complicado e difícil de implementar. Fui e voltei várias vezes. Testei outros métodos e outras formas, mas quando na verdade, o que eu não tinha feito ainda era entender a lógica do negócio para a partir daí saber se era ou não pra mim.

Pessoas ansiosas vivem no futuro, temos uma pressa louca, e em todas as vezes que eu tentava implementar adorava pular aquelas partes que eu julgava “perda de tempo”, tais como separar as tarefas dos projetos (no GTD projeto é tudo que você precisa fazer e demanda mais de uma ação, então vai desde coisas profissionais, até planejar a festa de aniversário das crianças) para que, no dia a dia, você não fique olhando para seus projetos e sim para as tarefas deles que precisa executar, separar as tarefas por contexto, pensar sobre cada projeto que vai inserir e ver se ele está de acordo com seu propósito e muitas outras coisas.

O pulo do gato para fazer as coisas acontecerem 

Uma dessas partes que eu adorava pular é justamente o pulo do gato para fazerem as coisas acontecerem: a revisão semanal, um momento da sua semana que o David indica para você sentar, esvaziar sua caixa de entrada e revisar todos os seus projetos e definir as próximas ações para que cada um deles aconteça. É um acompanhamento para que de fato eles cheguem ao seu final.

E olha que eu até revisava rapidamente, mas não refletia, não pensava sobre nada, simplesmente olhava os projetos de modo geral e via o que precisava fazer. Deixava os projetos junto com as tarefas e eu gerava dois problemas:

1- Quando você tem um objetivo e tem as ações para alcançá-lo na mesma lista, acontece que você perde muito tempo olhando para o todo muitas vezes, ao invés de se concentrar em fazer exatamente o que precisa ser feito. Se você faz uma lista apenas com as ações, você se torna muito mais produtivo, porque não precisa pensar, analisar, isso já foi feito na sua revisão semanal, então no dia a dia é só fazer.

2- Quando você coloca um projeto/tarefa na sua lista e não pensa sobre ele corre um grande risco de você se sobrecarregar com coisas que não são necessárias. Claro que, tem muitas coisas que precisamos fazer, não importa se queremos ou não, se gostamos ou não. Mas também há muita coisa que podemos e precisamos analisar até que ponto precisa e merece nossa atenção.

Foi aí que li em algum lugar (preciso me lembrar onde) que o GTD não é sobre fazer as coisas mais rápido (o que acaba de certa forma acontecendo), mas com consciência.

Entendi que, quando eu parava aquela uma hora por semana para olhar todos os meus projetos e definir as próximas ações deles eu precisava ter dois comportamentos:

1- Pensar sobre eles, analisar e me questionar o que eles tinham a ver com os meus propósitos objetivos e visões de vida.

2- Precisava esclarecer com mais precisão cada uma das ações, isso me faria ser mais rápida e mais produtiva no dia a dia.

Depois disso, passei a fazer escolhas mais consciente e necessárias, controlar minha tendência de querer fazer muitas coisas ao mesmo tempo, uma incrível sensação de paz, de não estar sendo negligente com minha vida.

Ainda estou longe de alcançar os níveis mais altos do GTD, onde poderei ter uma visão do todo, do meu tempo, vida e objetivos de uma melhor maneira, mas já consigo ver que o método não é complicado, ele só toca numa ferida que muitos de nós temos: a necessidade de pensar no que estamos fazendo com o que temos de mais precioso na vida: o nosso tempo.

Para saber mais sobre o GTD recomendo: 

Vida Organizada

A Arte de Fazer Acontecer

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Dia 09 – O despertar

“A gente faz um plano, Deus faz outros”, dizia minha mãe quando queria justificar para nós quando éramos crianças, o porquê das coisas terem dado errado em algum momento da vida.

De lá pra cá, confesso que tal afirmação sempre foi um consolo. De fato, quem tem controle sobre a vida? Quem não planejou todo um trajeto e bem ali ao virar a esquina, tudo foi por água abaixo?

Quando comecei este desafio de escrever todos os dias, eu realmente imaginei que estaria aqui batendo ponto por dias e dias escrevendo, contando como era esse exercícios por detrás das cortinas. Dia após dia, sem nenhuma forte emoção.

Do começo dele até hoje, aconteceram tantas coisas que eu nunca imaginei que poderiam acontecer, deixaram as coisas bagunçadas, meio fora de rumo. Não escrevi, mas li e percebi muitas coisas esses dias. Juro, vivi 3 semanas, mas parecem que foram uns anos.

A primeira delas talvez tenha sido o livro que li na viagem, aliás, que terminei de ler e já falei dele aqui: O ano em que disse sim, da Shonda Rhimes. Acho que foi um despertar para algumas coisas, entre elas que tudo depende de nossa ação.

Que coisa mais clichê, e quem não sabe disso? Pois é! Eu também sabia, e muitas vezes deixava pra depois e depois e quando a gente vive certas situações na vida, a gente percebe que a única coisa que temos de fato nela é o tempo presente. O que está aqui e agora, e se a gente não fizer o que precisamos/queremos fazer no agora, não há garantia de lado. O livro foi bacana porque ele mostra os resultados das ações dela em um ano.

Se posso tirar uma boa lição de tudo o que aconteceu é justamente isso. A gente nunca sabe o que vai acontecer no próximo minuto, no próximo segundo. Então na dúvida, faça! Faça aquilo que vai te levar para mais perto dos seus objetivos, faça aquilo que massageia seu coração. A gente precisa aprender a levar as coisas menos a sério, a se estressar menos, a se preocupar menos. Também não acho fácil não viu! Mas certas acontecem parecem que para mostrar que tudo pode escapar entre os dedos em um milésimo de segundo.

E a última coisa é que mesmo sem escrever aqui todos os dias, a vida se encarregou de me mostrar que sim, que preciso fazer algo, que tudo depende de mim sim! A gente não comanda as circunstâncias, mas podemos comandar como nos sentimos em relação a elas.

Então, convido vocês para lerem o texto de quarta tá? Não vou me estender mais por aqui! Porque se não já viu, vai ter textão ainda maior.

Amanhã tem vídeo, mas quarta tem texto!

Até lá!

 

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Dia 08 – Recomeçar, eu preciso

Voltei! Depois de uns dias longe. Sei que a ideia do desafio sempre foi escrever todos os dias, mas uma pequena viagem em família me fez parar uns diazinhos. Então li muito nesse tempo para compensar a falta de exercício diário.

Foi uma viagem simples, curta, mas deliciosa. Curtimos cada minutinho do caminho e lá. Curtimos uns aos outros. Conversamos, cantamos e vimos as pessoas mais especiais na nossa vida, a nossa família e nossos amigos.

Na volta uma surpresa. Nada agradável, diga-se de passagem. Nossa casa havia sido invadida e roubada.

Não sei por quanto tempo eu ficarei remoendo a imagem e o susto na minha mente. Não quero descrever como foi com detalhes, porque revivo tudo de novo, e de novo e novo. Mas posso te garantir que é uma sensação terrível.

Pior que isso é o medo que fica com você. Qualquer barulho você pula, tem medo de ficar sozinha, de andar na rua. Ver suas filhas com medo, não é nem de longe, algo que a gente goste de ver.
Alguns dias já se passaram, mas parece que muita coisa ainda está viva por aqui. Sinto-me estranha e perdida, algo como se tivesse tomado uma anestesia, como se eu fosse acordar ainda e tudo isso não terá passado de um sonho longo e maluco.
Mas no meio disso tudo, percebemos também um turbilhão de coisas boas. Uma onda de amigos, de solidariedade. Encontramos muito apoio e carinho, em toda parte.
Pessoas de longe e de perto, gente que me acompanha nas redes sociais e ficaram sabendo do ocorrido, dando força, ajudando, mandando mensagens. E de tudo isso, fica um sentimento enorme de gratidão, de alegria e de emoção. De uma coisa tão ruim, nasceu uma coisa tão boa. Não imaginávamos tudo isso, todo esse apoio e esse carinho.
Aos poucos vou retomando os trabalhos, os textos aqui no blog e este desafio. Porque escrever é preciso, e recomeçar sempre também é!
Até a próxima!
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Dia 07 – Efeitos duradouros derivam de ações constantes e graduais

A frase que dá título ao texto de hoje é de alguém muito sábio, mas infelizmente não sei quem é, apesar de ter pesquisado bastante, só encontrei como uma frase que vem naqueles biscoitinhos da sorte sabe?

Na verdade ela não veio de um biscoitinho da sorte desses. Eu até gostaria. Ela estava anotada em um material e eu a encontrei enquanto fazia o conteúdo da semana do Empreender Materno.

Dependendo do ponto de vista, pode até ter sido o destino a gente ter se cruzado. Vai que eu não peguei o biscoito da sorte na casa da minha mãe domingo quando comemos comida chinesa, ela deu um jeito de me encontrar né?

Vou acreditar nisso.

Bem, de certa forma essa frase veio bem a calhar por causa desse desafio aqui!

Vou relembrar você: ele existe para que eu comece o hábito de escrever todos os dias. Mesmo que seja um pouquinho. Mesmo que seja qualquer coisa. Mas que no fim se torne um hábito.

Aí eu tornei isso público, (como contei no post anterior, que você pode ler aqui), porque tornar público é uma forma da gente se comprometer mais com uma meta.

E confesso que essa parte tem funcionado muitoooo bem! Porque as pessoas me cobram e olha lá, isso me deixa feliz pra caramba.

Só que além de vir aqui escrever todos os dias, esse desafio tem me trazido muitos outros benefícios. Juro! Tem mudado a forma como tô encarando esse blog, tem me ajudado a fazer conteúdos para os outros projetos, me dado a oportunidade de refletir sobre diversos assunto, me fez ver como eu estava usando mal meu tempo entre outras coisinhas.

E eu tava aqui feliz pra caramba, quando encontro a frasezinha aí de cima no meu “biscoito da sorte imaginário.” E de certa forma, ela foi um balde de água fria.

Um excelente balde de água fria, diga-se de passagem.

Porque eu me empolgo demais com as coisas (leia sobre isso aqui).

E estou empolgada com tudo isso, mas não posso terminar esse projeto e voltar para a estaca zero. As coisas precisam continuar, e eu não posso ficar eternamente vindo aqui escrever todo dia nesse projeto. Se não né? Vocês vão sumir daqui!

Entendo que esse desafio seja o começo das minhas ações constantes e graduais, mas preciso pensar no depois, talvez planejar um outro desafio. Ou finalmente começar a escrever meu livro. Já pensou? Óia eu empolgada de novo! Mas quem sabe ele não seja o meu “efeito duradouro”?

Vou nessa porque ainda tenho que terminar o trabalho!

Até amanhã!

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Dia 06 – Respeitando as pausas do caminho

Há algum tempo eu parei de tomar pílula. O porquê disso é um assunto bem extenso que quero abordar com bastante cuidado e carinho em um outro post. Mas estou contando isso, porque estamos no meio do desafio, e mesmo com uma baita cólica estou eu aqui chegando ao 6° dia.

E hoje foi um dia totalmente diferente. Acabei de postar no Instagram que aproveitei o frio e que as meninas inventaram altas brincadeiras aqui hoje e ficaram na paz quase o dia todo para arrumar umas coisas que eu estava adiando há tempo, mas como eu estava com muita vontade de fazer, fiz em pouquíssimo tempo.

E porque estou te contando tudo isso? Por que essas duas coisas têm uma ligação e tem também uma ligação com um assunto que está vindo sempre à tona esses dias, e que de certa forma, é meio que tema central desse desafio: agir.

Desde que parei o remédio, e voltei a menstruar normalmente que tive que conhecer um pouco mais meu ciclo e aproveitar melhor cada parte dele. Tenho um tempo que fico muito ativa, querendo pensar e fazer mil coisas, querendo sair, e etc. Tem uma época que fico muito distraída, meio dispersa. E tem uma outra época que eu fico bem reclusa, calada, querendo organizar as coisas, e é um ótimo período para criar, mas não para executar.

E aí no começo eu brigava muito com isso, porque eu queria ser a mesma Bárbara o tempo todo, mas não conseguia ser. Ficava maluca porque tinha uma sensação horrível de estar perdendo tempo. Depois de muito sofrer eu vi que o caminho era fazer as pazes, me conhecer melhor e tentar tirar o melhor proveito de cada fase.

Então eu tento usar o que tenho nas mãos da melhor forma possível.

Como hoje, que desatei a arrumar armários. E se fosse antes estaria me martirizando por não estar usando esse tempo para trabalhar, matar as listas de tarefas.

Ainda não fez a conexão né?

Pois bem, tenho falado muito aqui de ação, de fazer, de colocar em prática. Só que muitas vezes, o colocar em prática pode não ser necessariamente andar para frente, pode ser uma pausa, uma pausa necessária. O único problema é a gente confundir pausa com desculpas.

No mais, vou parafrasear a J. K. Rowling:

“Não vale a pena mergulhar nos sonhos e esquecer de viver.”

Na busca por qualquer objetivo, às vezes é preciso parar, reencontrar o equilíbrio, respirar, ou simplesmente viver! Se o vento não está favorável, a gente tem que ajustar as velas.

Apareci aqui hoje, estou andando no desafio, cumprindo minha parte, mas pensar nisso, me deixou tão mais tranquila e em paz com os erros, as falhas, e as pausas do caminho.

 

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Dia 05: Três coisas que aprendi com esse desafio

21 dias! É o tempo que leva para a maioria de nós instaurar um novo hábito simples. Esse número pode variar de pessoa para pessoa e também para mais dias se o hábito for mais complexo, podendo chegar a 66 dias.

Um hábito é aquilo que fazemos de maneira usual, frequente, ou como eu gosto de dizer, quase sem sentir. Bons hábitos são capazes de fazer verdadeiros milagres em nossas vidas.

Se você se interessa por esse assunto, te indico o livro O Poder do Hábito, ainda não terminei, mas até onde li, ele é sensacional na forma de explicar porque os hábitos são tão importantes na nossa vida, e como fazemos para mudá-los a torná-los a nosso favor e a favor dos nossos objetivos.

Mas, de um modo bem simplório, já vou te adiantar que é preciso sim um esforço no início, para começar, para manter até chegarmos ao hábito propriamente dito e ainda tem mais esforço para mantê-lo.

É acredito que o problema é justamente esse.

Criar um novo hábito, muitas vezes sair da nossa zona de conforto, fazer um esforço, trabalhar como diz minha psicóloga.

E aí, muitos de nós, como bons sabotadores que somos começamos as desculpas e talvez a mais famosa delas é o: não tenho tempo.

De fato ninguém tem tempo. Não há um só ser humano nesse mundo que tenha mais tempo do que qualquer outra. O que temos de diferente é nossa forma de se relacionar com ele.

Quando comecei esse desafio, eu pensei: nossa no que fui me enfiar? Como vou dar conta de sentar e escrever todos os dias? Já tenho tanta coisa para fazer! Então comecei a escrever nos horários e locais mais malucos se não dava para ser sentada na mesa trabalhando e abri mão de alguma coisa, e olha que nem era uma coisa tão importante assim. Ficamos muito mais tempo navegando aleatoriamente no Facebook, pode acreditar.

Mas aí eu fiz uma coisa que me motivou a continuar e que funcionou para mim: tornei público meu compromisso.

Para quem não sabe, o comprometimento público é uma velha técnica de produtividade para enfrentar a procrastinação e focar no que deve ser feito.

E aí eu entrei em um ciclo! Preciso escrever porque meu objetivo é que ele se torne um hábito, para isso precisei priorizar essa atividade no dia, ia tudo bem, mas corria o grande risco de desanimar no terceiro dia, entretanto ao tornar público (o que pra mim fez sentido aqui) ajudei no meu comprometimento, e aqui estamos nós!

Além disso, depois do início do desafio, consegui escrever mais posts sobre outros assuntos, a ter mais ideias de pautas, assim como retomei minha pesquisa e estudo sobre o mercado editorial.

Li que esses desafios podem ser grandes divisores de água em nossas vidas. Que podem marcar mudanças significativas em nosso comportamento.

E como eu ando dizendo, mesmo se nada der certo, aprendi que:

1-  Os hábitos têm uma força que nem imaginamos

2- Falta de tempo é a desculpa mais ridícula que podemos dar a nós mesmos.

3- Precisamos encontrar os gatilhos certos que funcionam pra nós. Nesse caso, foi tornar o desafio público.

Acho que tá valendo a pena!

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Dia 04: Pesadelos, sonhos e a brevidade da vida

Essa noite eu tive um sonho.

Ou melhor, se for se basear por quanto meu coração estava acelerado e eu estava suando quando acordei, um pesadelo o definiria melhor.

Sonhei que estava em um lugar não identificado com algumas pessoas e minha filha mais velha. A minha caçula estava em uma outra sala, mas no mesmo lugar. De repente olhei para o céu. Uma nuvem carregada se aproximava e começou a ventar muito. Galhos, folhas e telhados começaram a voar bater nas coisas e pessoas. Levantei correndo, peguei minha filha mais velha, a deixei em segurança e corri para pegar a caçula. Coloquei ela bem acolhida em meus braços e corri para deixá-la também em segurança. Senti um alívio imenso, por ter conseguido salvá-las, mesmo assim acordei com uma angústia enorme no peito.

Há algum tempo tenho pensado muito na brevidade da vida. Ou melhor, na sua fragilidade. Até hoje estávamos conversando sobre isso durante o jantar.

A gente sabe, tem a consciência de que, algum dia, ninguém sabe qual e nem quando, a nossa vida acaba. É algo inevitável. Mas como viver de uma forma melhor? Como aproveitar melhor cada segundinho dessa vida de uma maneira que a gente não se arrependa, não chegue no fim da vida e termos aquela sensação de que o negócio foi bem feito?

A gente lê livro, vê filmes, assiste entrevistas e documentários, mas na prática o que de fato a gente faz para as coisas valerem mais a pena?

Eu não tenho respostas.

Lembre-se de que este é um exercício para que eu escreva. Todos os dias. Durante algum período que ainda não sei qual. São quase meia-noite, mas tenho filhos como contei acima e a vida com elas segue o ritmo delas, mas não quero falhar, justo do terceiro para o quarto dia de desafio.

Mas mesmo assim, ainda estou agoniada por causa do meu sonho.

Como eu disse eu não tenho respostas, mas depois das minhas filhas, sinto uma necessidade enorme de pensar sobre elas. Depois que fui mãe eu fiquei com um medo enorme da morte. Converso com outras mães e muitas me relatam sentir o mesmo.

Talvez por isso, hoje, essas questões vem sempre à tona com mais frequência. E meu sonho/pesadelo é uma prova disso.

Tem uma frase que gosto muito e sempre posto lá no Indiretas Maternas: Ser mãe é carregar os maiores amores e medos do mundo.

Ser mãe é uma dualidade, escrevi sobre isso aqui, e ser mãe me fez pensar muito, mas muito no que estou fazendo da minha vida.

E este desafio está me levando para algum lugar em um momento em que direi: eu tentei, já está maravilho.

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Dia 03: Os degraus da escada

Ontem era o dia 03 desse projeto, mas eu não consegui escrever.

Eu poderia muito bem, colocar uma data retroativa aqui no WordPress e fingir que está tudo bem, mas a quem estaria enganando?

Esse exercício começou justamente para que pudesse criar o hábito de escrever, para ter esse compromisso, em primeiro lugar, comigo mesma, para que eu não desistisse no terceiro dia, para que eu pudesse fazer algo pelo meu sonho, de verdade.

Dia desses eu estava na terapia e estávamos falando justamente sobre ação, sobre fazer algo para alcançar tal objetivo, e tal, quando chegamos a seguinte conclusão:

Você quer chegar no ponto A. Até lá, você com certeza vai precisar fazer muitas coisas que parecem que não estão te levando ao ponto A, mas não necessárias ou para te sustentar, ou para que você alcance alguma habilidade, enfim, essas coisas eu costumo chamar degraus da escada.

Mas, também tem aquelas coisas que, podem até parecer que são escadas, mas na verdade não são. Podem ser uma voltinha que resolveu dar antes de continuar a subida, uma conversa paralela com a pessoa da escada vizinha, ou uns degraus a mais que a gente coloca.

E isso pode acontecer:

  • Porque não sabemos o que queremos
  • Porque não planejamos direito o que queremos
  • Porque ainda somos apegados a algumas ideias e projetos
  • Ou todas as alternativas anteriores.

E é difícil pra caramba, é um baita trabalho, a gente se conhecer, saber o que a gente quer e evitar de sair colocando degrau onde não é necessário.

E ao me preocupar mais com a data externa do que com o exercício que eu mesma me propus, seria não só antiético, uma baita sacanagem com as 22 pessoas que leram esse desafio do começo até hoje, segundo meus dados do Analytics, (obrigada gente!), como um degrau totalmente desnecessário na minha escada! <3

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Dia 02 – Esse exercício estranho

Dia 02, cá estou eu para simplesmente escrever. Mas tenho que falar do quão estranho está sendo fazer esse exercício.

Desde ontem depois que terminei de escrever o texto de número 01 que eu não paro de pensar.

Não paro de imaginar histórias, temas para escrever aqui, fiquei ansiosa para o momento em que poderia sentar, pegar meu café e escrever de novo (quem tem filhos vai me entender).

Passei o dia como se eu tivesse uma alguém me esperando.

Como se não bastasse ficar pensando em uma boa história para contar nesse projeto, a cabeça não parou de pensar em temas para outros posts e vídeos. É como se literalmente, esse exercício tivesse aberto uma comporta em minha mente.

E assim, como em toda comporta, que segura por muito tempo uma coisa, as ideias vêm embaralhadas, com pressa. Comecei a escrever uns 3 posts, mas parei porque não fazia nenhuma sentido continuar.

A ansiedade não me deixa pensar direito.

Esse texto mesmo já parei de escrever e quase desisto de publicar, porque está ficando cada parágrafo mais confuso, mas lembra que minha terapeuta me lê? E ela me disse para confiar no meu processo. E eu quero confiar.

Mesmo com todo esse efeito colateral, me sinto estranhamente mais viva, determinada, feliz. Sabe, aquela troca de olhares, primeiro encontro, borboletas no estômago, mais ou menos por aí.

Tô feliz, porque junto com esse exercício maluco, eu hoje eu já mexi no blog, fiz um pouco do SEO dele, tenho mais textos para entrar, estou lendo sobre o mercado editorial.

E mesmo que isso aqui não me leve para onde eu quero, o sentimento de estar tentando, de estar fazendo algo, é uma coisa que nem mesmo o fracasso pode tirar de mim!

Até amanhã!

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Usando o Todoist para organizar tarefas, projetos e a vida

O Todoist é uma ferramenta de gerenciamento de listas de tarefas, online e super intuitiva. Apesar de ter uma versão premium que é paga, a versão gratuita é bem completa e dá pra fazer muita coisa.

Conheci o Todoist logo depois que comecei a estudar e a ler sobre o GTD (método de organização). Já usei de vários jeitos, tanto o gratuito quanto o premium. É realmente bastante versátil. Dá mesmo para organizar as tarefas, os projetos e até mesmo a vida!

Apesar dele ser super prático e fácil, vou compartilhar aqui, algumas ideias e dicas de como pode usar a ferramenta da maneira que estou fazendo atualmente.

Organizando suas tarefas, seus projetos ou até a vida toda!

Quando você abre o Todoist vai ver que as tarefas ficam dentro do que eles chamam de “Projetos”. Na verdade esses projetos não precisam ser necessariamente seus projetos em andamento, podem ser, por exemplo, áreas da vida ou tipos de tarefa. Você escolhe!

Uma outra opção seria você separar suas tarefas por localização, por exemplo: No trabalho, em casa, na rua, que seriam os contextos que o método GTD orienta.

Aqui por exemplo, atualmente uso os projetos do Todoist separadas por áreas da vida, tipos de tarefas e etc, como você pode ver no quadro abaixo.

No meu caso ali em cima em misturei um pouco as tarefas com algumas listas que gosto de ter à mão de maneira fácil e prática, uma delas são as rotinas. Nas Rotinas eu coloco tudo que preciso fazer de forma rotineira tanto na minha vida pessoal, no trabalho, com a casa e a família. Essa lista não tem datas de vencimento, é apenas consulta e também existe ela pendurada na casa em alguns lugares estratégicos. Mas eu gosto de tê-la aqui para verificar se não estou esquecendo nada, além de tentar equilibrar melhor as áreas da vida. É uma lista apenas de verificação.

Outras listas apenas de verificação são os Objetivos e os Checklists. Nos Objetivos eu coloco meus objetivos a médio e longo prazo, apenas para ficar olhando para eles e não me esquecer, fazer ajustes no caminho. Já na lista Checklist estão tarefas que preciso fazer em uma determinada situação, por exemplo: arrumar malas para uma viagem, revisar as tarefas e compromissos semanalmente e etc.

As outras listas são tarefas referentes àquela determinada área da vida, como Pessoal, Família e os projetos que eu separo porque me sinto melhor na hora de trabalhar nelas. Assim como a lista de compras, que ficam as coisas para comprar no mercado, farmácia, feira a etc. Essa lista tem um bonequinho porque é compartilhada com meu marido.

Outra lista são os Projetos em planejamento, esta lista eu criei para listar aqueles projetos que vão executar em seguida, mas ainda estou amadurecendo e criando as etapas. Não é uma orientação do GTD, mas me ajuda a ter um controle sobre eles.

A lista Em espera são aquelas coisas que eu preciso de uma resposta de terceiros para continuar e a lista Algum dia/talvez são coisas que não vão ser feitas agora, mas não quero esquecer, como ideias, posts para escrever, filmes e séries para ver, livros e etc.

Se reparar usei cores nas bolinhas para identificar: as cinzas são listas de verificação, as verdes são tarefas ou coisas para resolver, as amarelas é tudo que ainda está no mundo das ideias, e a preta o que está em espera.

Organizando as tarefas por contextos 

No acesso Premium do Todoist você a possibilidade de colocar etiquetas nas suas tarefas. Essas etiquetas você pode customizar da maneira que achar melhor. Aqui eu coloco os contextos em que estou: Trabalhando no notebook, Na rua, em casa, e etc. Ou seja, quando estou em um lugar e quero uma visão geral das minhas tarefas naquele contexto eu vou nas etiquetas.

Outra etiqueta que coloco é de Baixa e alta concentração. Porque muitas vezes eu tenho que trabalhar com as meninas por perto e não consigo me concentrar totalmente na tarefa, nessas horas eu seleciono as tarefas de baixa concentração e vou adiantando. Da mesma forma que, nos momentos que posso me desligar e me concentrar totalmente na tarefa, vou naquelas tarefas que me exigem mais. Também separo as tarefas que preciso de mais inspiração para aproveitar, porque não são todos os momentos que estamos com aquela inspiração né?

Anotações nas tarefas e filtros

Outras duas funções bem bacanas que o acesso Premium dá são as anotações nas tarefas e os filtros. Eu raramente uso os filtros, mas muita gente gosta de filtrar dois ou mais critérios para selecionar a tarefa que deseja trabalhar.

Mas as anotações nas tarefas eu uso demais, sempre tem alguma anotação bacana para fazer, ou uma sublista e uso este espaço.

Alguns truques legais

Dentro do Todoist dá para fazer mais um monte de coisas que facilitam o nosso dia a dia na execução das tarefas. Uma dessas coisas é colocar uma tarefa sem conclusão, para isso basta como um * antes da tarefa e dar uma espaço. Eu uso esse recurso para criar projetos que demandam mais de um tarefa para serem concluídos.

Também há a possibilidade de colocar datas de vencimento, nível de prioridade, colocar datas recorrentes e até mesmo hora para os compromissos. Assim como compartilhar projetos com outras pessoas e atribuir pessoas para determinadas tarefas.

Na versão Premium também conseguimos ligar o Todoist na Agenda do Google que já falamos aqui neste post. Dessa forma conseguimos visualizar os prazos de entrega em um mesmo lugar e ter uma visão geral do tempo. O mais legal dele é a facilidade de customizar de acordo com as suas necessidades.

Já usei o Todoist de muitas outras formas e mesmo a versão free é muito boa e já é uma mão na roda para organizar o nosso dia a dia. Lembrando que ele sincroniza em todos os dispositivos e a versão mobile dele é bem prática!

Vida e Cotidiano

Sobre trabalhar na internet e querer abraçar o mundo

Quando comecei a trabalhar na internet é como se um mundo novo se descortinasse na minha frente. Nesse mundo, tudo é possível! Temos voz, temos audiência, temos possibilidades, ferramentas, maneiras de fazer coisas antes inimagináveis acontecer.

E nesse mundo de infinitas possibilidades, fui criando projetos! Alguns ficaram, outros morreram, e ainda tem aqueles que estão nas mãos de outras pessoas. E é lindo isso! Sempre escuto minha mãe dizer que queria ter tido todas essas possibilidades na época em que ela tinha filhos pequenos. “Poder trabalhar no computador seria um sonho!” Diz ela.

Quando escuto isso dela penso em como somos privilegiados. Como eu sou privilegiada. De fato, meu trabalho não precisa de hora, nem lugar para acontecer. Posso trabalhar de dia, de noite, em casa, em um café ou na fila do banco. Sou extremamente grata por isso.

Consigo automatizar processos, deixar coisas agendadas e muitas no famoso piloto automático. Só que tanta facilidade para criar foi talvez o meu calcanhar de aquiles. Meu ponto fraco! Criar muitas coisas ao mesmo tempo me fez chegar em um estágio que eu não sabia mais o que eu tinha de projeto, não sabia o que fazer com eles e nem onde eu queria chegar. Fui dizendo “sim” para todas as propostas eu me vi atirando para os todos lados.

Quando surgia uma oportunidade e eu queria dizer não, sentia uma culpa imensa. É aquilo de que não podemos deixar as oportunidades passarem. Todo mundo me cobrava isso, principalmente eu mesma. Tinha uma ideia nova e não dormia enquanto não conseguia colocá-la em prática, porque, como assim, eu ia deixar uma oportunidade dessas passar?

E se antes eu pensava que dizer sim era um ato de coragem, vi que dizer não, muitas vezes é um ato de coragem muito maior.

Nessa imensidão de possibilidades, escolher e focar é a chave. E nem estou dizendo que é para tocar somente um projeto, eu jamais conseguiria isso, mas em primeiro lugar garantir que você está fazendo bem feito cada um deles. Que sabe para onde eles vão te levar. Que sabe bem porque ainda está neles.

Porque mais que dinheiro e satisfação o trabalho traga, o tempo de vida, é a coisa mais valiosa que você tem, porque dinheiro você consegue mais, tempo não! Escolher e saber onde está empregando seu maior ativo é uma lição difícil, mas necessária de se aprender.

Pense sempre nisso e então quando uma “oportunidade imperdível” bater na sua porta, avalie bem seu investimento de vida nela.

Vida e Cotidiano

Como fica o sistema FlyLady no dia a dia?

Quando eu comecei a ler sobre o método FlyLady de organização da casa eu pirei. Parecia ser lindo, mas era muita informação, o método é muito denso e bem voltado para quem fica o dia todo em função da casa. Demorei para ver que poderíamos adequar as boas ideias para o nosso dia a dia, sem neuras ou ficar focando somente no que o método dizia.

Eu tinha curiosidade de entender como tudo ia funcionar na prática, no dia a dia e se realmente ia ajudar. Por isso, depois que escrevi o post de apresentação do Método FlyLady, vieram me pedir justamente a mesma coisa: a visão real da coisa. Neste post vou falar também um pouco sobre as adaptações que temos aqui!

Rotina diária

Independente dos baby steps, todos os dias precisamos fazer coisas mínimas na casa para mantê-la funcionando. Nesta rotina diária, procure colocar o mínimo de tarefas possíveis e extremamente essenciais. Aqui por exemplo, temos coisas como varrer a casa, estender as camas e lavar a louça que está na pia. A lista diária fica na geladeira. Além disso, cada um tem uma rotina própria, como arrumar as mochilas (elas mesmas arrumam), a roupa de vestir no outro dia, organizar agenda e etc.

Rotinas semanais

Tem coisas que não precisam ser feitas todos os dias, mas precisam ser feitas na semana, como colocar o lixo na rua (aqui o lixo passa 3x na semana), lavar roupa, trocar toalhas e roupas de cama. Então cada dia da semana tem coisas específicas a serem feitas além da rotina diária.  Agora entende porque elas precisam ser enxutas e imprescindíveis? A lista semanal também fica na geladeira, mas com o tempo vira hábito e não olhamos mais.

Destralhar

Antes de começar a limpeza das zonas, você deve destralhar a casa, ou seja, coloca 15 minutos em um cronômetro, entre em um cômodo e comece e ver o que precisa ficar, o que é lixo e o que deve ir pra doação/venda/troca. Esse processo de destralhar a casa toda deveria ser feito antes de começar a limpeza detalhada descrita abaixo. Ou seja, vamos supor que esteja começando  usar o método agora, o ideal seria trabalhar um tempo em cada cômodo antes de fato começar a limpeza mais pesada, entretanto, tem gente que gosta de ir destralhando os cômodos na semana que vai estar focado nela, e ir já fazendo a limpeza, aí vai muito do tempo e vontade de cada um.

Limpeza detalhada

Lembra que dividimos a casa em 5 zonas (aqui eu dividi em 4)? Pois é, cada semana do mês nós pegamos uma “zona” dessa para trabalhar, por isso, após a divisão, você deve ir em cada cômodo e fazer uma lista de limpeza detalhada do lugar, mas o que é essa lista? Nessa lista você vai colocar tudo que deve fazer para deixar o lugar limpo e organizado, inclusive continuar sempre destralhar, porque sempre voltamos a juntar coisas.

Então até aqui, você tem coisas a fazer todos os dias, coisas a se fazer em dias de semana específico e entra a limpeza detalhada. A ideia é de se fazer pequenas atividades dessa durante a semana para não acumular em um único dia. Aqui a lista detalhada de cada cômodo fica atrás da porta, então basta olhar para não esquecer.

Se não fica muito em casa durante a semana, você pode fazer essa limpeza em um dia, a diferença é que ao invés de você faxinar uma casa, vai faxinar um cômodo por vez.

Missão do dia

Eu recebo as missões do dia todos os dias no meu e-mail, mas nem sempre as faço. Na verdade eu gosto de ver para saber se encaixa aqui, se for algo que já está na nossa lista de limpeza, deixamos pra lá. Você pode ter acesso pelo blog que traduz as missões no Brasil ou pedir para fazer parte do grupo e receber por e-mail. Tem outros blogs e grupos que mandam via WhatsApp também!

Hábitos legais

Uma coisa que eu acho que faz muita diferença no dia a dia são alguns hábitos que vamos instaurando, seja ele de métodos ou não. Coisas que acostumamos a fazer e que facilitam a coisa toda. Por exemplo: tem gente que acha mais fácil sempre lavar a louça após sujar, é um hábito legal se funciona, se dá tempo. Aqui, por exemplo, não funciona por causa das meninas, é mais fácil lavar de uma vez.

Agora alguns hábitos que funcionam aqui e que podem funcionar aí são por exemplo, a dança dos cômodos: que nada mais é, a gente carregar as coisas de um cômodo para o outro, toda vez que andarmos pela casa; a técnica dos 15 minutos: coloque um crônometro em 15 minutos para fazer alguma atividade e veja a mágica acontecer; destralhar todo os dias: pegue um saquinho e saia pela casa vendo o que é lixo e já jogue fora e assim por diante.

Quer inspiração? Veja os 11 mandamentos da FlyLady:

    1. Mantenha sua pia limpa e brilhando (nunca conseguimos, mas vamos lá… hahahah)
    2. Vista-se toda manhã, mesmo que você não queira fazer isso. Não esqueça de seus sapatos.
    3. Faça sua rotina da manhã e da noite, todos os dias
    4. Não se permita ser distraída pelo computador (ou celular!)
    5. Preste atenção em si mesma: se você tirou algo do lugar, guarde de volta.
    6. Não tente fazer duas coisas ao mesmo tempo. UMA TAREFA POR VEZ!
    7. Não tire do lugar mais coisas do que você seja capaz de organizar de volta em uma hora
    8. Faça algo por você todos os dias, pode ser toda manhã e toda noite
    9. Trabalhe o mais rápido possível para ter sua tarefa pronta. Isso vai te dar mais tempo livre mais tarde
    10. Sorria mesmo quando você não tiver vontade. É contagiante. Deixe sua mente pronta para ser feliz e você será feliz!
    11. Não se esqueça de dar risada todos os dias! Mime-se; você merece!

Só isso?? Sim!!! Você pode colocar algumas outras rotinas, por exemplo, mensais, semestrais e anuais, como tirar roupas para doação, lavar cortinas, tapetes, essas coisas maiores que fazemos com um espaço maior entre elas.

A FlyLady também traz algumas recomendações para serem feitas por dia da semana, pegue o que for útil para você:

  • Segunda-feira: Dia de Abençoar a Casa. Pegue uma hora e dê uma boa limpada nas coisas aparentes da casa. Passe aspirador de pó onde os pés alcançam, tire o pó com um espanador, limpe o vidro do tampo da mesa, troque os lençóis, esvazie as lixeiras, suma com as coisas espalhadas. (Use no máximo 1 hora do seu dia, tem que ser algo rápido)
  • Terça-feira: Dia de Planejar. Tire uma hora e planeje a próxima semana. Pense em qual será o menu, em quais atividades de lazer vocês farão, na lista de compras, nas roupas que vai vestir, nos projetos que pretende trabalhar. Anote tudo e faça um planejamento adequado. Você vai melhorar a cada semana. (Use no máximo 1 hora do seu dia, tem que ser algo rápido)
  • Quarta-feira: Dia Anti-Procrastinação: Sabe aquilo tudo que você deixou “pra amanhã”? É dia de resolver hoje. Ligue no banco, na faculdade ou no consultório médico. Marque aquela consulta. Ligue para aquela amiga. Limpe o aquário. Termine aquele relatório. Faça aquele brinquedinho fofo de artesanato pro seu bebê. Hoje é o dia. Tenha uma lista em mãos e vá resolvendo tudo. Mas gaste somente o tempo necessário para não deixar de fazer as outras coisas do dia 😉
  • Quinta-feira: Dia de Resolver Pendências Fora de Casa: Tente marcar para as quintas-feiras tudo o que você precisa resolver fora de casa. Compras de supermercado, consultas médicas, correios, banco, etc.
  • Sexta-feira: Dia de Desentulhar a Bolsa e o Carro. Jogue todos os recibos, papéis de bala, copos vazios fora. Junte as moedas em um local apropriado e tire o pó acumulado. Serão só alguns minutos e te economizará muito tempo durante a semana.
  • Sábado: Dia de Diversão com a Família. A semana foi corrida e hoje vocês merecem um descanso. É um dia para se divertir! Escolha uma coisa legal para fazerem juntos, como assistir um filme, fazer um piquenique ou qualquer coisa que gostem de fazer.
  • Domingo: Dia de Renovar o Espírito. Tire um tempo para você e renove-se fazendo o que mais gosta. Se não renovamos nosso espírito, também não podemos renovar o espírito de outros. Leia um bom livro, passeie em um parque, assista um filme inspirador ou tome um longo banho de banheira. Qualquer coisa que te faça sentir bem e renovada.

Duas coisas que eu acho muito importantes, uma é diminuir as expectativas em relação à limpeza e organização, sem neuras ou pressão as coisas funcionam melhor, a segunda é a divisão das tarefas entre todo mundo que mora na casa, claro de acordo com as idades e possibilidades de cada um.

 

Vida e Cotidiano

Como organizar a rotina de limpeza da casa: sistema FlyLady

Quando nós nos vimos em casa com duas crianças, percebemos que era hora de encontrar um método de organização da rotina de limpeza ou a gente iria enlouquecer!

Foi aí que pesquisando e pesquisando, encontrei um texto em um blog que adoro, chamado Vida Organizada, da Thaís Godinho. Lá ela explicava sobre um sistema chamado Fly Lady, criado por uma americana e consiste em rotinas e missões fáceis de fazer e que com o tempo, a casa se mantém organizada e limpa.

O que eu acho mais legal do sistema são alguns conceitos, por exemplo:

Rotinas

Neste sistema, a orientação é para criar duas rotinas: uma diurna e outra noturna, dessa forma, fica mais difícil esquecermos as coisas importantes do dia a dia, além de ser um momento para planejarmos o dia e, claro, cuidarmos de nós.

Declutter

Outro conceito bastante interessante é o Declutter que nada mais é do que “destralhar” a casa, porque ela fala que não conseguimos organizar tralha, então, antes de entrar no sistema efetivamente, é preciso jogar a tralha fora.

Divisão por zonas

A divisão da casa por zonas também ajuda na hora de limpar e organizar, porque nos dedicamos um pouco por dia sem deixar acumular e dando atenção a casa toda.

Listas de limpeza

Depois de destralhar toda a casa, inserimos listas e rotinas de limpeza: diária (somente com o básico mesmo), semanal e mensal. No começo, as listas podem parecer  burocracia, mas com o tempo, percebemos um ganho de tempo muito grande, já que ela organiza e divide todo o trabalho ao longo da semana sem acumular. Outra vantagem é que as pessoas da casa  conseguem colaborar de forma mais efetiva sem repetir tarefas e cada um fazendo a sua parte de forma organizada.

Missão do dia

As missões, que podem ser feitas em 15 minutos, ajudam a manter a casa limpa até naquelas lugares que nunca lembramos de limpar. Elas são enviadas por e-mail através de um grupo do Yahoo ou podem ser vistas no blog que traduz o conteúdo do site americano: Traduções da FlyLady.

Dança dos cômodos

Há também a dança dos cômodos, que nada mais é, a gente carregar as coisas de um cômodo para o outro, toda vez que andarmos pela casa. Então, se você vai para o quarto, antes de ir, observe ao seu redor se não há nada do quarto que precisa ser guardado, já pegue e já leve para seu lugar.

Como começar? 

Passo 1 – Baby Steps: O sistema começa com os baby steps, muita gente quer pular essa parte, mas acredite, ela é fundamental. Nos baby steps são inseridos novos hábitos e formas de limpar a casa, você pode acessar o blog com as traduções e acompanhar por lá. São 31 dias e pode parecer bem devagar, mas acho que é justamente isso que faz muita gente começar e permanecer no método. Ao final, você já estará com suas rotinas estabelecidas, e terá aprendido a técnica dos 15 minutos, do declutter e também terá começado seu coAo final, você já estará com suas rotinas estabelecidas, e terá aprendido a técnica dos 15 minutos, do declutter e também terá começado seu control journal.

Ah! Uma dica rápida, adapte sempre à sua realidade ok? Aqui por exemplo, não fazemos tudo que está aí porque simplesmente não dá tempo, não ficamos em função da casa, então as ideias que cabem, você aplica, as que não, deixe pra lá! 🙂

Veja um resumo:

2 Passo – Divida a casa por zonas: Depois disso, você vai dividir sua casa em 4 zonas, no site oficial ela mostra vai indicando qual zona você deve trabalhar na semana. Depois de dividido, você deve criar listas detalhadas para cada uma delas. A ideia aqui é que você faça um pouco por dia e trabalhe cada semana em uma zona da casa.

3 Passo – Missão do dia: A cada dia, o site oficial solta uma missão do dia para ser realizada na zona de foco, essas missões são tarefas que muitas vezes esquecemos de executar e facilitam a limpeza como um todo.

O mais importante de qualquer método ou sistema, é adequar as dicas para a realidade de cada casa e cada família e aproveitá-las da melhor maneira possível, sem neuras.