Maternidade e Família

A maternidade e todos os seus sentimentos contraditórios

Perto do Dia das Mães esse ano, meu celular foi invadido com centenas de mensagens relacionadas à data. Em uma delas, havia um vídeo em que a pessoa recitava um poema que contava o quanto das mães podem ser contraditórias.

Uma hora falam uma coisa, e já voltam atrás. “É alegria no choro, é carinho na raiva. Jura que nunca mais e no minuto seguinte promete que vai ser pra sempre.” Dizia o texto. A justificativa? “Que filho não vem com manual de instruções e que para conduzir os filhos no mundo é preciso ir aprendendo no caminho.”

Achei engraçado porque vi muito da minha mãe nele, e me vi muito nele também. A maternidade me trouxe uma série de sentimentos contraditórios. A começar por um monte de coisas que eu disse que não faria.

Se numa hora desejo que o tempo voe para que um dia ruim termine logo, em seguida, torço pra passar tudo bem devagarinho para que não cresçam tão rápido.

Se desejo em alguma momento que sejam logo maiores e mais independentes, em outro, se tivesse um único desejo pediria para que fossem crianças pra sempre.

Torço para que durma logo, mas vou lá quantas vezes na cama para verem se estão bem.

Quantas vezes digo que quero ficar sozinha, mas é só a casa ficar em silêncio que fico procurando por elas.

A maternidade me trouxe medos, muitos medos. Trouxe um medo muito grande da morte, mas também me trouxe uma coragem que nem imaginava que tinha para enfrentar a vida.

Trouxe preocupações, mas também trouxe leveza.

Deixou minha vida muito mais complicada, mas como pode, depois das minhas filhas, a vida ficou muito, mas muito mais simples.

A maternidade, ao mesmo tempo que me trouxe novos sonhos e fez valer a pena tudo que foi vivido.

Ao mesmo tempo que me fez uma nova mulher, me faz resgatar tantas coisas da minha vida.

Ser mãe me faz ter tanta saudade do que eu era, mas me fez amar ainda mais quem me tonei.

A maternidade me trouxe muitas dúvidas, diariamente, mas me traz todos os dias inúmeras certezas.

 

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3 Comentários

  • Reply
    Bárbara Fonseca
    23 de junho de 2017 at 13:13

    Eu sinto tudo isso! Sou mãe de um casal, o Victor,3, e a Lavínea,1e3m. Uma coisa que hoje me irrita ás vezes e eu sei que vou sentir muita falta é a chamação deles. “Mamãaae”… “Mãe”… “manhê”… “Mamãe”…
    Fico quase doida, mas eu sei que vou sentir muita saudade disso <3

    • Reply
      Barbara
      24 de junho de 2017 at 13:13

      Hahahahha é verdade né? Nós vamos!! <3

  • Reply
    Dia 04: Pesadelos, sonhos e a brevidade da vida - Bárbara Vitoriano
    16 de julho de 2017 at 13:25

    […] mãe é uma dualidade, escrevi sobre isso aqui, e ser mãe me fez pensar muito, mas muito no que estou fazendo da minha […]

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